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Correio da Manhã

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Líder dos camionistas diz que "correrá sangue" no Brasil se o exército tentar desbloquear ruas

Manifestantes fazem bloqueios em 25 dos 27 estados do país. Governo autorizou intervenção dos militares.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 25 de Maio de 2018 às 22:24
Camionistas brasileiros bloquearam estradas em todo o país
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O presidente da principal entidade de camionistas que desde segunda-feira bloqueia centenas de estradas no Brasil em protesto contra os aumentos diários de combustíveis decretados pelo governo do presidente Michel Temer avisou esta sexta-feira que haverá um banho de sangue se o Exército usar a força para tentar desbloquear rodovias. Esta tarde, Michel Temer determinou o uso das Forças Armadas para desobstruírem estradas bloqueadas pelos camionistas em greve.

"Só vão conseguir parar o movimento se vier uma grande força (de militares ou da polícia) para cima dos camionistas. E, se vier, vai correr sangue nisso aí."-Declarou José da Fonseca Lopes, presidente da ABCAM, Associação Brasileira dos Camionistas, a entidade que representa a maior parte dos motoristas de camião no Brasil e que lidera a greve, continuando:"Os camionistas são pessoas simples, são rudes, não gostam de confusão mas também não são de fugir de uma briga."

Esta sexta, quinto dia da paralisação e com 521 bloqueios em 25 dos 27 estados do Brasil, a situação ficou crítca em todo o país, começando a ficar difícil comprar alimentos por falta de abastecimento, com boa parte das grandes cidades reduzindo drásticamente a circulação de autocarros de passageiros e interrompendo a colecta de lixo por falta de combustível e muitos municípios decretando feriado por os funcionários não terem como chegar aos seus locais de trabalho. Grandes hospitais suspenderam todos os procedimentos, incluindo cirurgias, não emergenciais por falta de oxigêneo e até de alimentos para fornecerem aos pacientes internados e até a polícia reduziu rondas e deslocamentos não essenciais para poupar combustível.

Vários aeroportos, como os de Brasília e de Recife, proibiram a aterragem de aviões que não tenham combustível para seguir viagem, e filas quilométricas formaram-se junto aos cada vez mais raros postos de gasolina ainda em funcionamento nas cidades maiores. Outras categorias, como motoristas de carrinhas escolares, de táxi e de aplicativos, também afectados pelos fortes aumentos dos combustíveis, solidarizaram-se com os grevistas e fizeram bloqueios também dentro de cidades.

Após ter sido incumbido de desbloquear as estradas o mais rapidamente possível, o ministro da Defesa, general Luna e Silva, fez uma ameaça em rede nacional de televisão. O militar afirmou que a actuação das Forças Armadas será "enérgica" para desbloquear as vias e garantir o reabastecimento da população.

Na noite de quinta-feira, o governo de Michel Temer anunciou ter chegado a acordo com os sindicatos dos motoristas de camião e que a greve tinha acabado. Mas os bloqueios continuaram, pois as principais entidades dos camionistas não reconheceram o acordo, que consideram ter sido feito com entidades próximas ao governo.

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