page view

Longas filas e atrasos em aeroportos dos EUA devido a paralisação orçamental

Governo federal dos EUA está novamente em 'shutdown' há semanas.

09 de março de 2026 às 20:32

Vários dos principais aeroportos norte-americanos estão a enfrentar longas filas e atrasos de várias horas nos postos de controlo de passageiros devido à paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna (DHS), que já dura há mais de 20 dias.

Os constrangimentos estão a ser registados em aeroportos como de Nova Orleães e Houston e ocorrem devido à ausência de um acordo bipartidário (republicanos e democratas) no Congresso norte-americano.

Os atrasos, que começaram a piorar durante o fim de semana e continuam ao longo do dia, coincidem com o início da movimentada temporada de viagens de primavera, uma situação que pode agravar-se nos próximos dias, já que os funcionários da segurança aeroportuária continuam sem receber salários.

Entre os mais afetados estão o Aeroporto William P. Hobby em Houston, no Texas, onde filas de passageiros encheram salas de espera, ocuparam escadas e a área de retirada de bagagens, e o Aeroporto Internacional Louis Armstrong em Nova Orleães, Louisiana, com filas que chegaram até o estacionamento, de acordo com publicações nas redes sociais.

"Recomenda-se aos passageiros que cheguem pelo menos três horas antes do horário previsto para a partida, a fim de terem tempo suficiente para passar pela segurança. O tempo de espera pode chegar a duas horas. Atrasos podem continuar ao longo da semana", alertou esta segunda-feira o aeroporto de Nova Orleães.

A paralisação parcial do DHS começou em 14 de fevereiro devido à falta de acordo entre democratas e republicanos sobre certas mudanças na política de imigração do Presidente, Donald Trump, após a morte de dois cidadãos norte-americanos, baleados por agentes federais durante protestos contra operações de imigração no Minnesota.

Os democratas exigem, como condição para o financiamento do Departamento de Segurança Interna, que os agentes de imigração usem câmaras corporais em operações, que não possam agir com os rostos cobertos, que se identifiquem e que sejam necessárias ordens judiciais para buscas em propriedades privadas e prisões.

As negociações com os republicanos e a Casa Branca (presidência) permanecem em aberto, mas nenhum acordo foi alcançado até ao momento, portanto o financiamento da organização continua congelado.

Entre os departamentos mais afetados está a Administração de Segurança de Transportes (TSA), cujos funcionários são obrigados a comparecer ao trabalho sem remuneração até que um acordo seja alcançado.

De acordo com o jornal The New York Times, os funcionários da TSA receberam cerca de 30% dos seus salários na folha de pagamento anterior, mas não receberão pagamento no próximo fim de semana.

A administração Trump acusa os democratas de forçarem a paralisação do Governo e de prejudicarem os norte-americanos.

"Essas manobras políticas estão a obrigar agentes patriotas da TSA a trabalharem sem receber salário, o que leva a dificuldades financeiras (...) e uma grave escassez de pessoal. Chega!", afirmou hoje DHS

Na semana passada, o Senado (câmara alta do Congresso) votou um projeto de lei para financiar o Departamento de Segurança Interna até ao final do ano fiscal de 2026, mas não foi aprovado.

O líder democrata na Câmara dos Representantes (câmara baixa), Chuck Schumer, afirmou que estão "bem longe" de um acordo porque os republicanos recusam-se a aceitar as mudanças propostas.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8