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Médico confirma que Bolsonaro sofreu traumatismo cranioencefálico após queda na cela

Informação do acidente tinha sido avançada nas redes sociais pela mulher, Michelle Bolsonaro, que o encontrou ferido ao ir visitá-lo pela manhã.

06 de janeiro de 2026 às 17:15

O cirurgião-geral Cláudio Birolini, que costuma atender o ex-presidente Jair Bolsonaro e já o operou diversas vezes, confirmou esta terça-feira que o antigo chefe de Estado brasileiro sofreu um traumatismo cranioencefálico ao cair na cela onde está preso desde Novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A informação tinha sido avançada pouco antes nas redes sociais pela mulher de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, que o encontrou ferido ao ir visitá-lo pela manhã.

Segundo o médico, o traumatismo cranioencefálico de Bolsonaro em princípio é leve, mas só exames mais detalhados poderão avaliar a sua extensão e gravidade. Por isso, os médicos esperavam na tarde desta terça autorização do juiz Alexandre de Moraes, que condenou Bolsonaro, para levar o antigo mandatário para o hospital, onde seria submetido a diversos exames.

Sem criticar directamente o rigoroso juiz do Supremo Tribunal Federal, antagonista público de Bolsonaro, Birolini afirmou que já tinha avisado que nas actuais condições físicas e de saúde o ex-presidente brasileiro não poderia ficar sozinho, pois necessita de cuidados constantes. Moraes, sempre rigoroso ao extremo com os casos que julga mas, particularmente, com Bolsonaro, recusou insistentes pedidos dos advogados e dos médicos para que o antigo governante fosse para prisão domiciliária ao sair do Hospital DF Star, em Brasília, no passado dia 1.

Na última semana do ano passado, Jair Bolsonaro passou naquele hospital particular por quatro procedimentos cirúrgicos diversos, um deles uma cirurgia de quatro horas para remoção de hérnias inguinais, e os médicos alertaram que ele precisava de acompanhamento na sua recuperação pós-operatória. Mas Alexandre de Moraes negou tanto a prisão domiciliária quanto a prorrogação da permanência de Bolsonaro no hospital, alegando que eram manobras para não ficar na cela e que poderia até ser um plano para fugir ao cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses a que foi condenado em Setembro por tentativa de golpe de Estado e ordenou que voltasse imediatamente para a sede da Polícia Federal, onde cumpre a pena. 

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