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Ministério dos Negócios Estrangeiros assegura que portugueses no Mali estão "bem"

Portugal tem no Mali 74 militares integrados em missões da ONU e da UE.

19 de agosto de 2020 às 18:00

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português disse esta quarta-feira que está a acompanhar "com atenção e preocupação" os desenvolvimentos no Mali, após o golpe militar, bem como a situação dos portugueses naquele país e assegura que estes estão "bem".

Portugal tem no Mali 74 militares integrados em missões da ONU e da UE.

Em resposta à agência Lusa, o gabinete do ministro Augusto Santos Silva afirmou que "está a acompanhar com atenção e preocupação os desenvolvimentos no Mali e a situação dos portugueses que se encontram naquele país".

"De momento, temos a informação que todos os portugueses se encontram bem", sublinhou o MNE, adiantando que a embaixada de Portugal em Argel, acreditada no Mali, não recebeu até ao momento qualquer comunicação de cidadãos nacionais.

Porém, o ministério apelou aos portugueses que se encontram naquele país para que, em caso de necessidade de auxílio, contactem a embaixada de Portugal em Argel através do telefone da secção consular - +213 (0) 21 92 40 76 ou do e-mail: sconsular.argel@mne.pte -, ou o gabinete de emergência consular do MNE, através dos contactos de emergência (atendimento 24 horas) + 351 217 929 714/ + 351 961 706 472 ou do endereço de correio eletrónico gec@mne.pt.

Segundo a informação prestada pelo MNE há portugueses a trabalhar em algumas empresas no Mali, mas a "maior parte" dos cidadãos nacionais "está integrada nas missões Eucap, EUTM e Minusma", missões das Nações Unidas ou da União Europeia (UE).

"Portugal apoia as posições expressas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) pelo secretário-geral das Nações Unidas e pela União Europeia sobre a situação no Mali, em particular o processo de mediação encetado pela CEDEAO nos últimos meses para ultrapassar o diferendo pós-eleitoral", adiantou ainda o gabinete de Augusto Santos Silva.

O MNE salientou que "Portugal condena qualquer tentativa ilegítima de assunção do poder e de alteração da ordem constitucional vigente no Mali, em particular com recurso à violência armada".

Na terça-feira à noite, o ministro da Defesa Nacional já tinha afirmado à Lusa que estava a acompanhar com grande preocupação a crise no Mali, na sequência da detenção do Presidente e do primeiro-ministro e outros membros do governo daquele país.

"O ministro da Defesa Nacional está a acompanhar a situação no Mali com grande preocupação, mais ainda numa altura em que Portugal tem no território uma Força Nacional Destacada de 63 militares e um avião de transporte C-295", segundo informação prestada à Lusa pelo gabinete de João Gomes Cravinho.

De acordo com a mesma informação o ministro acentuou "a ilegitimidade da imposição" da força para resolver o conflito e "considera fundamental respeitar a ordem constitucional do país".

O Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, anunciou a demissão na madrugada desta quarta-feira, horas depois de ter sido afastado do poder num golpe liderado por militares, após meses de protestos e agitação social.

A ação dos militares já foi condenada pela Organização das Nações Unidas (ONU), União Africana, CEDEAO e UE.

Antigo primeiro-ministro (1994-2000), Ibrahim Boubacar Keita, 75 anos, foi eleito chefe de Estado em 2013, e renovou o mandato de cinco anos em 2018.

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