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Mulher de 38 anos condenada a pena de prisão por fingir ter 12 e enganar família que a acolheu no Brasil

Amanda Oliveira disse ter fugido de casa por abusos familiares e que aparentava ser mais velha porque o pai a obrigava a tomar suplementos hormonais desde jovem.

24 de agosto de 2026 às 10:41

Um mulher de nacionalidade brasileira, de 38 anos, fez-se passar por uma menina de 12 para se aproveitar da bondade de um casal que a acolheu no Brasil. Foi agora condenada a um ano e meio de prisão por "sequestro emocional". 

Amanda Maria Souza de Oliveira convenceu o casal a cuidar dela e utilizou várias mentiras para justificar a sua aparência adulta. Fingia ser deficiente e ter a idade mental de uma criança, chegando mesmo a beber leite de um biberão e a utilizar chupetas. 

Tudo começou quando a mulher se apresentou como uma jovem de 18 anos numa igreja evangélica em Joinville, no sul do Brasil. Utilizou o nome falso de Gabriele e afirmou estar à procura de emprego, explica o Daily Mail

O pastor apresentou-a ao casal que, com pena, se ofereceu para a receber em sua casa durante uma temporada, mas com o passar do tempo as mentiras tornaram-se casa vez mais exageradas e acabou por dizer aos anfitriões que, na verdade, era uma menina de 12 anos. 

A mulher disse ter fugido de casa por abusos familiares e que aparentava ser mais velha porque o pai a obrigava a tomar suplementos hormonais desde jovem. 

Foi um familiar do casal que, convencido que Amanda era mais velha do que dizia, desconfiou da situação e pesquisou na internet sobre a mulher, onde encontrou relatos de que em 2023 a mesma situação tinha acontecido no Rio de Janeiro.

Depois de contactadas as autoridades, a mulher admitiu as mentiras e confessou que há pelo menos 15 anos que utiliza o mesmo método. Existem nove situações registadas pelas autoridades em localidades diferentes: Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul. 

No julgamento, o juiz considerou que a mulher não sofria de nenhuma doença mental, como alegava, e que agiu de forma deliberada e consciente. 

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