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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Mulher diz que Jeffrey Epstein lhe pagou para ter sexo com príncipe André de Inglaterra quando tinha 17 anos

Vítima alega que o magnata a tratou como escrava sexual enquanto adolescente e a emprestou a amigos com poder.

10 de janeiro de 2024 às 10:04

Virginia Giuffre, vítima no caso em que Jeffrey Epstein está acusado de tráfico sexual, alegou que o magnata norte-americano lhe pagou quase 14 mil euros para manter relações sexuais com o príncipe André de Inglaterra quando tinha 17 anos, de acordo com documentos judiciais citados esta quarta-feira pelo jornal britânico Daily Mail.Quando mais pormenores e denúncias vieram a público, em julho de 2019, Jeffrey Epstein foi detido. Um mês depois, foi encontrado morto aos 66 anos na cela enquanto aguardava julgamento. A morte foi declarada como suicídio.

Anos após a morte de Jeffrey Epstein, o caso continua a gerar polémica e a revelar novos contornos. Os documentos tornados públicos na quinta-feira revelaram nomes de potenciais testemunhas, vítimas de agressões sexuais e amigos do magnata. O príncipe André de Inglaterra e os antigos presidentes dos Estados Unidos Bill Clinton e Donald Trump são mencionados.

Virginia Giuffre, de 40 anos, prestou depoimento em 2016. A norte-americana afirmou que foi abusada pelo príncipe André e por um segundo membro da realeza britânica. O príncipe não identificado interagia numa "língua estrangeira", mas "falava bem inglês", afirmou sob juramento.

A versão da vítima é de que Jeffrey Epstein a tratou como escrava sexual enquanto adolescente e a emprestou a amigos com poder. O príncipe André de Inglaterra negou sempre as acusações de Virginia Giuffre, com quem chegou a um acordo em 2022 num processo de agressão sexual, sem admitir responsabilidade, pagando quase 14 milhões de euros.

Caso Epstein

Quando mais pormenores e denúncias vieram a público, em julho de 2019, Jeffrey Epstein foi detido. Um mês depois, foi encontrado morto aos 66 anos na cela enquanto aguardava julgamento. A morte foi declarada como suicídio.

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