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Neto de Churchill entre os conservadores expulsos do grupo parlamentar

Mais antigo deputado em funções foi também expulso do grupo parlamentar conservador e não vai recandidatar-se.
Lusa 4 de Setembro de 2019 às 12:28
Neto de Churchill entre os conservadores expulsos do grupo parlamentar
Neto de Churchill entre os conservadores expulsos do grupo parlamentar FOTO: Getty Images

O neto de Winston Churchill e o mais antigo deputado em funções foram expulsos do grupo parlamentar conservador e não vão recandidatar-se, na sequência da derrota do governo numa votação na Câmara dos Comuns na terça-feira.

"T
iraram-me do grupo parlamentar após 37 anos como deputado conservador. Votei contra o governo três vezes em 37 anos", afirmou à BBC, na terça-feira à noite, Nicholas Soames, em funções desde 1983 [o que perfaz 36 anos em funções].

Soames é neto de Winston Churchill, o primeiro-ministro que conduziu o Reino Unido durante a II Guerra Mundial e do qual o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, é um admirador, o que o levou a publicar recentemente uma biografia sobre o antecessor.

Também Ken Clarke, deputado conservador desde 1970 e antigo ministro da Saúde, Administração Interna, Educação e Finanças em governos consecutivos, também foi afastado.

"Sou conservador, claro que sou. Mas este líder, não reconheço isto. É o partido do Brexit, com outro emblema. É o governo mais à direita que o Partido Conservador alguma vez produziu", afirmou o chamado "Pai da Câmara".

Soames e Clarke fazem parte de um grupo de 21 deputados conservadores que desafiaram a orientação do governo e votaram juntamente com a oposição para introduzir no parlamento um projeto de lei que impõe um novo adiamento do 'Brexit' e assim evita uma saída sem acordo a 31 de outubro.

O antigo ministro do Desenvolvimento Internacional Rory Stewart revelou hoje à BBC Radio 4 que foi informado por mensagem de telemóvel da que tinha sido expulso do grupo parlamentar.

Esta decisão deixa o partido Conservador, que já tinha perdido a maioria parlamentar, após a deserção de Philip Lee para os Liberais Democratas na terça-feira, com as bancadas ainda mais vazias.

A moção a favor do projeto de lei foi aprovada na terça-feira à noite por 328 votos a favor e 301 contra retirou ao governo o controlo sobre a agenda parlamentar e acelerar o processo de aprovação para que todas as etapas sejam concluídas até ao final desta tarde.

Em resposta, Boris Johnson anunciou uma proposta para convocar eleições antecipadas, mas esta só será possível se tiver o apoio de dois terços dos deputados da Câmara dos Comuns, o que poderá ser inviabilizadopelo partido Trabalhista.

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