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Peritos da UE asseguram que abastecimento de gás está estável e não há impacto apesar das tensões no Médio Oriente

Peritos do Grupo de Coordenação do Gás da União Europeia estiveram reunidos esta quarta-feira.

04 de março de 2026 às 14:16

Peritos do Grupo de Coordenação do Gás da União Europeia (UE) asseguraram esta quarta-feira que o abastecimento de gás ao espaço comunitário "está estável" e "não há impacto" na segurança de tal fornecimento, apesar das tensões no Médio oriente.

"A reunião do Grupo de Coordenação do Gás da UE com os países da UE e a Agência Internacional de Energia acaba de terminar. Confirmou-se que o abastecimento de gás está estável", escreveu a Direção-Geral da Energia da Comissão Europeia numa publicação na rede social X.

De acordo com tal mensagem, "atualmente não há impacto na segurança do abastecimento de gás da UE".

Ainda assim, "a Comissão continua a acompanhar a situação", é ainda referido.

O Grupo de Coordenação do Gás atua como consultor da Comissão Europeia para facilitar a coordenação das medidas de segurança do aprovisionamento em caso de emergência.

É o principal organismo ouvido pelo executivo comunitário no contexto da elaboração de planos de emergência.

Dados da associação europeia que representa os operadores de infraestruturas de gás (Gas Infrastructure Europe), datados de segunda-feira e disponibilizados na internet, dão conta de que o armazenamento de gás na UE está a 29,89%.

Portugal é, ainda assim, entre os 19 Estados-membros da UE com capacidades de armazenamento, o que tem maior preenchimento, numa percentagem de 76,72%.

Na segunda-feira, a Comissão Europeia garantiu não ter "preocupações imediatas" quanto à segurança do abastecimento energético à UE, nomeadamente de gás, apesar do impacto do conflito no Médio Oriente.

Numa altura em que as tensões no Médio Oriente colocam o abastecimento de petróleo e de gás sob pressão e levam a subidas nos preços, dados os ataques iniciados por Israel e Estados Unidos ao Irão e a resposta iraniana, a questão está a ser discutida pela Comissão Europeia, havendo um debate de orientação sobre os preços da energia na sexta-feira.

A instituição garantiu que o armazenamento atual no espaço comunitário ronda os 30%, o que está "ainda dentro dos limites estabelecidos pela União para definir o fim do inverno em níveis adequados e garantir o reabastecimento durante o próximo verão".

O conflito entre Israel e o Irão pode afetar a segurança energética da UE sobretudo de forma indireta, já que a instabilidade na região do Golfo Pérsico tem impacto global, especialmente se houver riscos para o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Qualquer perturbação nessa rota faz subir os preços internacionais do petróleo e do gás, afetando os países comunitários.

Atualmente, a UE importa petróleo principalmente dos Estados Unidos, da Noruega, do Iraque, da Arábia Saudita, do Cazaquistão e da Nigéria.

No que toca ao gás natural, os principais fornecedores são a Noruega, os Estados Unidos (sobretudo gás natural liquefeito), o Qatar, a Argélia e o Azerbaijão, tendo a dependência da Rússia diminuído significativamente desde 2022 dada a invasão russa da Ucrânia.

Ainda assim, vários destes fornecedores exportam através da região do Golfo, o que, face a um conflito mais alargado, pode significar volatilidade nos mercados, aumento de preços e pressão económica na Europa.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

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