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Presidente colombiano pede medidas à UE e reunião da aviação civil para normalização dos voos na Venezuela

Gustavo Petro classificou o anúncio do Presidente norte-americano do encerramento do espaço aéreo venezuelano como "completamente ilegal".

30 de novembro de 2025 às 19:47

O Presidente colombiano pediu este domingo à União Europeia que ordene a normalização dos voos na Venezuela, após Washington ter anunciado o encerramento do espaço aéreo venezuelano, e solicitou uma reunião "imediata" da Assembleia da Organização da Aviação Civil Internacional.

"Solicito que a União Europeia (UE), em conformidade com o acordo assinado entre a União Europeia e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e das Caraíbas (CELAC), ordene a normalização dos voos para a Venezuela ou multe as companhias aéreas que não o façam", declarou Gustavo Petro nas redes sociais, pedindo à Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) que convoque uma reunião sobre o encerramento "completamente ilegal" do espaço aéreo venezuelano.

Petro, que classificou o anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, do encerramento do espaço aéreo venezuelano como "completamente ilegal", não especificou a que acordo se referia, mas a UE e a CELAC assinaram este mês uma declaração na cidade colombiana de Santa Marta, na qual, entre outras coisas, se comprometeram com o "pleno cumprimento do direito internacional" no combate ao narcotráfico.

Numa mensagem divulgada no sábado, Trump alertou para o encerramento do espaço aéreo venezuelano a "todas as companhias aéreas, pilotos, narcotraficantes e traficantes de pessoas".

Apesar do aviso de Trump, o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, que serve Caracas, manteve as suas operações normais no sábado e recebeu voos dos Barbados, Bogotá, Panamá, Curaçau e Havana.

Por enquanto, a Copa Airlines, a Wingo, a Boliviana de Aviación e a Satena, bem como as companhias locais Avior e Conviasa (a companhia aérea estatal), continuam a operar na Venezuela.

Tudo isto acontece depois de a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) ter recomendado "extrema cautela" ao sobrevoar a Venezuela e o sul das Caraíbas a 21 de novembro, citando o que considera ser uma "situação potencialmente perigosa" na região.

Várias companhias aéreas, incluindo a TAP, Iberia, Air Europa, Aviança e Turkish Airlines, suspenderam então os seus voos para o território venezuelano.

O Governo de Caracas decidiu revogar posteriormente as licenças de operação da TAP, Iberia, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol, acusando-as de se "unirem aos atos de terrorismo" promovidos pelos Estados Unidos.

Esta situação ocorre num contexto de grande tensão entre Washington e Caracas, com os Estados Unidos a efetuarem bombardeamentos contra barcos na zona das Caraíbas, que resultaram em dezenas de mortes e que são realizados sob o pretexto, não comprovado, de combater o narcotráfico.

Os Estados Unidos acusam as autoridades venezuelanas e, em particular, o Presidente do país, Nicolás Maduro, de estarem envolvidos nas atividades de narcotráfico.

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