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Presidente moçambicano cancela participação no Fórum de Davos para acompanhar resposta às cheias

Pelo menos 103 pessoas morreram e 173 mil foram afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique.

18 de janeiro de 2026 às 18:33

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, cancelou este domingo a participação na reunião anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, para continuar no país a acompanhar de forma "direta" a situação das populações afetadas pelas cheias.

Daniel Chapo decidiu não se deslocar a Davos, "optando por permanecer no país para acompanhar de forma direta a situação das populações afetadas pelas cheias que assolam várias regiões de Moçambique", refere um comunicado da presidência moçambicana.

A mesma nota explica que, face à evolução da situação das inundações, Daniel Chapo entendeu ser prioritário reforçar, a partir do território nacional, a liderança política, a coordenação institucional e a resposta integrada do Estado às necessidades imediatas das populações afetadas.

"O Governo mantém como prioridade absoluta a proteção da vida humana, a assistência às famílias em situação de vulnerabilidade, a salvaguarda de infraestruturas essenciais e a preparação das ações de recuperação e reconstrução das zonas atingidas pelas cheias", lê-se no documento.

Com o cancelamento da ida do Presidente à Suíça, altas individualidades do Estado foram destacadas para representar Moçambique na 56.ª Reunião Anual do Fórum Económico, que deverá assegurar a participação ativa do país nos debates e encontros de alto nível.

Os representantes de Moçambique deverão ainda participar em debates sobre financiamento climático, resiliência às mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e cooperação internacional.

Pelo menos 103 pessoas morreram e 173 mil foram afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique, registando-se a destruição total de 1.160 casas e outras mais de 4 mil parcialmente inundadas, avançou sexta-feira o Governo, decretando alerta vermelho nacional.

Durante o dia deste domingo prosseguiram ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, tetos de carros ou na copa das árvores, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas quase interruptas que se fazem sentir há vários dias e que estão obrigar as barragens, incluindo dos países vizinhos, a aumentar fortemente as descargas, por falta de capacidade de encaixe.

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