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Primeiro-ministro israelita condena assassínio de Khashoggi, mas defende estabilidade de Riade

Israel e a Arábia Saudita não têm relações diplomáticas devido à ocupação pelo Estado hebreu dos territórios palestinianos.
2 de Novembro de 2018 às 13:49
Jamal Khashoggi foi ao consulado saudita de Istambul no dia 2, para tratar de um documento para casar com uma turca, e nunca mais foi visto
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado em Istambul
Jamal Khashoggi foi ao consulado saudita de Istambul no dia 2, para tratar de um documento para casar com uma turca, e nunca mais foi visto
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado em Istambul
Jamal Khashoggi foi ao consulado saudita de Istambul no dia 2, para tratar de um documento para casar com uma turca, e nunca mais foi visto
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado em Istambul
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, classificou esta sexta-feira de "horrível" o assassínio no consulado saudita em Istambul do jornalista Jamal Khashoggi, sublinhando ao mesmo tempo a importância para o Médio Oriente e o mundo da estabilidade na Arábia Saudita.

"O que se passou no consulado em Istambul é horrível e é preciso resolvê-lo", declarou Netanyahu durante uma conferência de imprensa em Varna, na Bulgária.

"No entanto (...) é muito importante para a estabilidade do mundo, para a região e para o mundo, que a Arábia Saudita continue estável. Penso que é preciso encontrar um meio de atingir estes dois objetivos", adiantou o chefe do governo israelita, que falava pela primeira vez do caso do jornalista saudita que causou indignação a nível internacional.

Riade está sob pressão e a sua posição diplomática está enfraquecida pelas suas versões contraditórias sobre o desaparecimento de Khashoggi, crítico do regime e assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul no início de outubro.

Israel e a Arábia Saudita não têm relações diplomáticas devido à ocupação pelo Estado hebreu dos territórios palestinianos, mas os laços entre os dois aliados dos Estados Unidos têm vindo a desenvolver-se, segundo numerosos observadores, já que Telavive e Riade têm o Irão como inimigo comum.

O Irão é considerado a principal ameaça à segurança por Israel, que recusa acreditar no caráter civil do seu programa nuclear e se preocupa com a expansão regional de Teerão e com o seu envolvimento militar na vizinha Síria.

Quanto à sunita Arábia Saudita, há décadas que disputa a liderança regional com o xiita Irão.
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