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Correio da Manhã

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Recuo de Macron não trava protestos dos "coletes amarelos"

Governo francês suspende aumento dos combustíveis por seis meses para tentar travar contestação.
Ricardo Ramos 5 de Dezembro de 2018 às 01:30
Macron em Paris
Macron em Paris
Macron visita locais das manifestações violentas de Paris
Macron em Paris após a destruição causada pela manifestação dos coletes amarelos
Macron em Paris
Protestos dos 'coletes amarelos' tornaram centro de Paris num 'campo de batalha'
Governo suspende aumento dos combustíveis após protestos dos 'coletes amarelos'
Caos e destruição provocados pelos protestos dos 'coletes amarelos'
Caos e destruição provocados pelos protestos dos 'coletes amarelos'
Caos e destruição provocados pelos protestos dos 'coletes amarelos'
Caos e destruição provocados pelos protestos dos 'coletes amarelos'
Macron em Paris
Macron em Paris
Macron visita locais das manifestações violentas de Paris
Macron em Paris após a destruição causada pela manifestação dos coletes amarelos
Macron em Paris
Protestos dos 'coletes amarelos' tornaram centro de Paris num 'campo de batalha'
Governo suspende aumento dos combustíveis após protestos dos 'coletes amarelos'
Caos e destruição provocados pelos protestos dos 'coletes amarelos'
Caos e destruição provocados pelos protestos dos 'coletes amarelos'
Caos e destruição provocados pelos protestos dos 'coletes amarelos'
Caos e destruição provocados pelos protestos dos 'coletes amarelos'
Macron em Paris
Macron em Paris
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Macron em Paris após a destruição causada pela manifestação dos coletes amarelos
Macron em Paris
Protestos dos 'coletes amarelos' tornaram centro de Paris num 'campo de batalha'
Governo suspende aumento dos combustíveis após protestos dos 'coletes amarelos'
Caos e destruição provocados pelos protestos dos 'coletes amarelos'
Caos e destruição provocados pelos protestos dos 'coletes amarelos'
Caos e destruição provocados pelos protestos dos 'coletes amarelos'
Caos e destruição provocados pelos protestos dos 'coletes amarelos'
O presidente francês Emmanuel Macron cedeu esta terça-feira a três semanas de protestos violentos contra o aumento dos preços dos combustíveis e mandou suspender a aplicação da medida por seis meses. No entanto, o recuo não convenceu os ‘coletes amarelos’, que prometem continuar com os protestos até à anulação dos aumentos.

"Não podemos ser cegos e surdos e ignorar a cólera das ruas. Os franceses que vestiram coletes amarelos querem que os impostos desçam e o seu trabalho seja recompensado. Isso também é o que nós queremos. Se não conseguimos convencer os franceses, algo tem de mudar", afirmou o primeiro-ministro Édouard Philippe ao anunciar o recuo do governo.

"Não podemos colocar em causa a unidade da França por causa de um imposto", acrescentou o chefe do governo, que além da suspensão do aumento do preço dos combustíveis por seis meses, anunciou também o congelamento por igual período da subida dos preços do gás e da eletricidade e do endurecimento das regras das inspeções automóveis obrigatórias.

No total, a suspensão das medidas irá custar ao Estado cerca de dois mil milhões de euros, que serão compensados por cortes na despesa.

O PM anunciou ainda que o governo quer aproveitar este período para "melhorar" as medidas e estudar outras formas de ajudar a classe média, a principal afetada pelos aumentos. Não deu, no entanto, qualquer indicação de que o executivo tenciona abdicar definitivamente dos aumentos, o que causou a fúria dos manifestantes, que exigem a anulação das medidas.

"O governo oferece-nos migalhas quando nós queremos a baguete inteira", afirmou um dos porta-vozes dos ‘coletes amarelos’, Benjamin Cauchy, admitindo que as medidas anunciadas são "insuficientes" e não irão travar os protestos.

PORMENORES 
Subida de 6 e 3 cêntimos
O plano do governo previa o aumento de seis cêntimos no gasóleo e 3 cêntimos na gasolina a partir de 1 de janeiro. Já tinham aumentado, respetivamente, 7,6 e 3,9 cêntimos este ano.

Subida do gás e da luz
O aumento previsto no gás e na eletricidade era de 2,3% em janeiro e 3,3% no ano seguinte. A luz subiu 35% na última década e o gás triplicou de preço.

Inspeções mais rigorosas
O governo prometera ainda endurecer as inspeções automóveis, visando principalmente os carros a diesel mais antigos.
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