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Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Reino Unido aprova controversa embaixada da China no centro de Londres apesar dos receios de segurança

Opositores da ideia alertam para uma potencial ameaça à segurança nacional do Reino Unido

20 de janeiro de 2026 às 13:48

O Reino Unido aprovou esta terça-feira a construção de uma megaembaixada da China no centro de Londres, um projeto de grande dimensão que tem gerado uma enorme controvérsia política e preocupações de segurança no país.

Os planos para a embaixada tinham sido alvo de objeções e protestos desde 2018, quando o governo chinês comprou o terreno em Royal Mint Court, perto da Torre de Londres, por 225 milhões de libras (259 milhões de euros).

A carta oficial da decisão informa que o ministro da Habitação, Steve Reed, “concede permissão de planeamento e autorização para edifício” para a embaixada, que será instalada no local da antiga Casa da Moeda Real, próximo da icónica Torre de Londres.

Os chefes do serviço de segurança interna MI5 e da agência de inteligência GCHQ informaram numa carta aos ministros que "como acontece com qualquer embaixada estrangeira em solo britânico, não é realista esperar eliminar completamente todos os riscos potenciais".

"No entanto, o trabalho coletivo entre as agências de inteligência e os departamentos (governamentais) do Reino Unido para formular um pacote de medidas de mitigação de segurança nacional para o local foi, em nossa opinião, especializado, profissional e proporcional", disseram o chefe do MI5, Ken McCallum, e a diretora do GCHQ, Anne Keast-Butler.

A decisão foi anunciada antes de uma visita esperada do primeiro-ministro Keir Starmer à China este mês, a primeira de um líder britânico desde 2018.

Os opositores da ideia alertaram para uma potencial ameaça à segurança nacional do Reino Unido, dada a proximidade do local aos dois principais distritos financeiros de Londres.

Os planos para o local incluem cerca de 208 quartos e uma grande sala, que os críticos temem que possa ser utilizada por Pequim para deter dissidentes chineses que fugiram do regime de Xi Jinping e procuraram refúgio no Reino Unido.

A localização estratégica desta sala é uma preocupação particular, pois, como revelou recentemente o jornal The Telegraph, estaria a poucos metros de uma rede de cabos por onde passam diariamente milhões de pontos de dados, cruciais para o setor financeiro num dos principais centros económicos do mundo.

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