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"Saiam de Minneapolis". Bruce Springsteen critica Trump e "táticas da Gestapo" dos militares do ICE

Durante um concerto no domingo, cantor dedicou uma música a Renee Good, morta no início do mês por militares do Serviço de Imigração dos EUA.

19 de janeiro de 2026 às 13:27

Bruce Springsteen deixou fortes críticas ao governo de Donald Trump e aos militares do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) durante um concerto neste domingo em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Durante a sua atuação dedicou ainda uma música a Renee Good, a cidadã americana que foi morta por um agente do ICE no início deste mês.

Springsteen, crítico de longa data de Donald Trump, condenou a atuação do ICE pelas suas "táticas da Gestapo", e instou esta força a sair das ruas de Minneapolis.

"Escrevi esta canção ['The Promised Land'] como uma ode às possibilidades americanas. Ela fala sobre o país que somos, belo mas imperfeito, e sobre o país que poderíamos ser. Neste momento, estamos a viver tempos extremamente críticos. Os Estados Unidos, os ideais e os valores que representaram nos últimos 250 anos, estão a ser testados como nunca antes na era moderna”, referiu durante o concerto.

"Se vocês acreditam no poder da lei e que ninguém está acima dela, se estão contra a invasão de uma cidade americana por tropas federais fortemente armadas e mascaradas, usando táticas da Gestapo contra os nossos concidadãos, se acreditam que não merecem ser assassinados por exercerem o seu direito americano de protestar, então enviem uma mensagem a este presidente. Como disse o prefeito daquela cidade: Saiam [as forças militares do ICE] de Minneapolis", acrescentou.

O cantor norte-americano fez questão de dedicar a música 'The Promised Land' a Renee Good: “Esta canção é para si e para a memória de uma mãe de três filhos, a americana Renee Good.”

A morte a tiro de Renee Good por um agente do ICE desencadeou protestos em massa por todo o país. Renee Nicole Good tinha três filhos e tinha-se mudado recentemente para Minneapolis.

A tensão resultante desta morte continua e por isso o Pentágono colocou cerca de 1500 soldados em alerta para um possível destacamento para o Minnesota, nos Estados Uniudos, de acordo com uma fonte do governo Trump.

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