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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Separatistas catalães no banco dos réus

Defesas questionam imparcialidade dos juízes do Supremo Tribunal de Justiça.

13 de fevereiro de 2019 às 08:54

O aguardado julgamento dos doze ex-dirigentes independentistas catalães acusados de rebelião e desvio de fundos por causa da organização do referendo ilegal de 2017 sobre a independência da Catalunha teve esta terça-feira início no Supremo Tribunal de Justiça, em Madrid, num momento político delicado em que os partidos independentistas catalães se preparam para chumbar, já hoje, o Orçamento de Estado e derrubar o governo socialista de Pedro Sánchez.

A sessão inicial do julgamento sentou pela primeira vez no banco dos réus os nove acusados em prisão preventiva - Oriol Junqueras, Raul Romeva, Jordi Turull, Joaquín Forn, Dolors Bassa, Josep Rull, Carme Forcadell, Jordi Sánchez e Jordi Cuixart – que respondem, na sua maioria, por rebelião e desvio de fundos públcios e os três que aguardaram o julgamento em liberdade - Santi Vila, Meritxel Borràs e Carles Mundó, todos processados por desvio de fundos e desobediência.

Apesar de ter ficado, essencialmente, marcada por questões processuais, esta sessão inaugural deu para perceber que a estratégia das defesas passa por colocar em causa a legitimidade e imparcialidade do Supremo Tribunal para julgar os acusados e pela denúncia de violação dos seus direitos fundamentais.

"Ao longo deste processo violaram-se praticamente todos os direitos reconhecidos pela Constituição, incluindo o direito à intimidade, à inviolabilidade do domicílio, o direito de reunião e manifestação, de liberdade de movimentos e, até, o direito à liberdade de culto", acusou Andre Van den Eynde, advogado de Junqueras, alegando que o seu cliente "nem sequer pode ir à missa na prisão".

Uma linha de defesa que, segundo especialistas ouvidos pela imprensa espanhola, parece preparar já o terreno para um futuro recurso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

PORMENORES 

Protestos na Catalunha

Milhares de apoiantes da independência manifestaram-se em Barcelona e noutras cidades da Catalunha contra o julgamento dos ex-dirigentes separatistas. O líder do governo autonómico, Quim Torra, considerou o processo "uma vergonha".

Governo na corda bamba

O parlamento espanhol vota hoje o Orçamento de Estado, cuja rejeição parece garantida devido à oposição dos partidos independentistas catalães que até agora sustentaram o governo de Sánchez. Se o Orçamento for chumbado, o PM espanhol admite eleições antecipadas.

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