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Subsecretário da Defesa dos EUA elogia "reposicionamento" dos europeus na NATO

Declarações foram feitas antes de Elbridge Colby participar na reunião dos ministros da Defesa da NATO, que decorre esta quinta-feira em Bruxelas.

12 de fevereiro de 2026 às 10:27

O subsecretário da Defesa dos EUA, Elbridge Colby, felicitou esta quinta-feira o secretário-geral da NATO pelo que considera ser "um reposicionamento" dos parceiros europeus da Aliança para liderarem a sua defesa, recuperando a essência da organização.

"Em 2025, assistimos a um verdadeiro reposicionamento e a um compromisso genuíno, graças à liderança do Presidente [norte-americano, Donald Trump] e do secretário-geral [da NATO, Mark Rutte], para que a Europa assuma a liderança da defesa convencional da NATO, o que, num certo sentido, é na verdade um regresso à NATO 1.0", disse o subsecretário da Defesa.

As declarações foram feitas antes de Elbridge Colby participar na reunião dos ministros da Defesa da NATO, que decorre esta quinta-feira em Bruxelas,

Colby celebrou ainda o facto de, com a nova abordagem promovida por Rutte, a organização se ter tornado novamente "uma Aliança séria" e focada na defesa e dissuasão.

O responsável norte-americano instou também todos os parceiros europeus a "avançarem juntos e a serem pragmáticos" e a "trabalharem na parceria, posicionando-a como uma espécie de NATO 3.0" que não se baseie na dependência dos Estados Unidos.

A posição transmitida por Colby, que compareceu na reunião em representação do secretário da Defesa, Pete Hegseth, para explicar a nova estratégia de segurança nacional da Casa Branca contrasta com o tom utilizado pelos Estados Unidos na última reunião ministerial da NATO.

Em outubro passado, o próprio Hegseth compareceu, criticando os parceiros europeus por não gastarem o suficiente em defesa e por não aderirem à iniciativa norte-americana de um novo mecanismo de apoio ao exército ucraniano através da aquisição de armamento dos EUA.

"A nossa expectativa hoje é que mais países doem ainda mais, comprem ainda mais, para fornecer à Ucrânia o que ela precisa para levar este conflito a uma conclusão pacífica", disse sobre o plano, conhecido como Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia (PURL).

Hegseth afirmou então que "a paz é alcançada quando se é forte, não quando se usam palavras duras ou se aponta o dedo", e que só é mantida "quando se tem capacidades sólidas e reais que os adversários respeitam", minimizando o contributo de outros Estados-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte para o fim da guerra na Ucrânia.

Os ministros da Defesa da NATO estão hoje reunidos na capital belga para analisar a forma como estão a trabalhar para garantir a segurança comum e para tratar do envio de mais armamento da Aliança Atlântica para a Ucrânia.

Entre outras questões, vão também discutir a nova missão "Sentinela do Ártico", lançada após a crise na Gronelândia devido às tentativas dos Estados Unidos de anexar a ilha dinamarquesa.

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