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Traficante forjou a própria morte

O homem apontado como chefe do tráfico de droga na favela da Rocinha, a maior do Rio de Janeiro e de todo o Brasil, forjou a própria morte para se livrar da polícia e viver reformado com outro nome. A falsa morte de António Francisco Bonfim Lopes, conhecido como ‘Nem’, de 34 anos, foi uma tentativa do narcotraficante de se antecipar à já anunciada ocupação da Rocinha por uma força pacificadora da polícia.

04 de fevereiro de 2010 às 00:30

‘Nem’, que está em fuga, conseguiu obter um falso atestado de óbito passado pelo médico Dalton Jorge, já preso. Este atestou que o narcotraficante morreu devido a insuficiência renal, o que, por ser causa natural, não obrigaria a autópsia e permitiria o enterro sem qualquer investigação. O funeral de ‘Nem’ estava marcado para sexta-feira passada, e a polícia tenta apurar se iria ser usado o corpo de outra pessoa.

Fonte policial afirmou que ‘Nem’ já tinha uma outra identidade e pretendia viajar pelo Brasil e pelo mundo com a fortuna amealhada no comando do crime.

A falsa morte do traficante, descoberta por acaso por agentes que investigavam furtos de viaturas, faz a polícia desconfiar de que a artimanha possa não ser um caso isolado e investigadores estão já em campo para apurar se outros traficantes supostamente falecidos não terão usado o mesmo estratagema para se livrar da Justiça.

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