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Trump ameaça "eliminar" navios que não cumpram o bloqueio de Ormuz

Navios que não estejam a viajar para ou de portos iranianos poderão passar livremente pelo Estreito de Ormuz.

13 de abril de 2026 às 15:50

O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou, esta segunda-feira, "eliminar" todos os navios que não cumpram a restrição de bloqueio do estreito de Ormuz aos portos iranianos. Na mesma publicação, a Casa Branca disse ainda que iria destruir as embarcações utilizando "o mesmo sistema de abate contra traficantes de droga". 

"Aviso: Se algum destes navios se aproximar minimamente do nosso bloqueio, será imediatamente eliminado, utilizando o mesmo sistema de neutralização que empregamos contra os traficantes de droga em embarcações em alto mar. É rápido e brutal", afirmou, numa mensagem publicada na sua rede social, Truth Social.

Navios que não estejam a viajar para ou de portos iranianos poderão passar livremente pelo Estreito de Ormuz, de acordo com o Comando Central dos EUA. A proibição impõe-se às embarcações que pretendam atracar nos portos do Irão. 

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) confirmou entretanto ter recebido informação sobre a aplicação de restrições a portos iranianos na zona do estreito de Ormuz, após o bloqueio ordenado por Trump, na sequência de conversações infrutíferas no Paquistão para a cessação das hostilidades com Teerão.

A mensagem de Trump foi divulgada cerca de meia hora depois da entrada em vigor do bloqueio imposto pelas forças norte-americanas no estreito de Ormuz.

"O bloqueio será aplicado de forma imparcial a navios de todas as nações que entrem ou saiam de portos e zonas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos do golfo Arábico e do golfo de Omã", indicou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), numa mensagem nas redes sociais para explicar a operação.

O Centcom acrescentou que as forças norte-americanas não vão impedir a liberdade de navegação de navios que se desloquem de e para portos não iranianos, e será fornecida informação adicional aos marítimos comerciais através de um aviso formal antes do início do bloqueio.

Após o fracasso das negociações deste fim de semana no Paquistão, que pretendiam pôr fim à guerra contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro, as consequências negativas para a economia mundial continuam a agravar-se.

O preço do petróleo continua a subir e as bolsas têm sido penalizadas pela falta de acordo em Islamabad.

Por sua vez, o Reino Unido e Espanha anunciaram que não vão aderir ao bloqueio norte-americano do estreito de Ormuz. Londres e Paris vão organizar, nos próximos dias, uma conferência para formar uma missão multinacional que garanta a passagem de navios naquele ponto estratégico.

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