No discurso do Estado da União, presidente norte-americano disse que ainda não ouviu as "palavras mágicas" do lado iraniano: "Nunca teremos uma arma nuclear".
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na noite de terça-feira que procurará a paz onde puder, mas garantiu que "nunca hesitará em confrontar as ameaças à América onde quer que seja necessário".
A garantia foi dada durante o discurso sobre o Estado da União, num momento em que os Estados Unidos equacionam um ataque ao Irão.
"Como Presidente, procurarei a paz onde puder, mas nunca hesitarei em confrontar as ameaças à América onde quer que seja necessário", disse.
Após mais de hora e meia de discurso, Donald Trump finalmente abordou o tema do Irão, celebrando a "Operação Martelo da Meia-Noite", que em junho atingiu as três maiores centrais de enriquecimento de urânio iranianas: Natanz, Fordow e Isfahan.
"Nós aniquilámos tudo e eles querem começar tudo de novo", acusou.
Virando-se para os acontecimentos atuais, o Presidente declarou que os líderes iranianos mataram 32 mil manifestantes no mês passado.
"Essas pessoas são terríveis", criticou.
Trump admitiu "querer chegar a um acordo" com o Irão e que a sua preferência "é resolver esse problema através da diplomacia", num momento em que os negociadores norte-americanos se encontrarão com os iranianos para novas conversas em Genebra, na quinta-feira.
Num momento em que os Estados Unidos mantêm o seu maior destacamento militar em torno do Irão desde a Guerra do Iraque, de 2003, o chefe de Estado garantiu esta terça-feira que não permitirá que o Irão obtenha uma arma nuclear.
"Não ouvimos aquelas palavras mágicas: 'Nunca teremos uma arma nuclear'", disse Trump sobre os líderes iranianos.
Contudo, algumas horas antes do discurso de Trump, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, repetiu a promessa de que o Irão "nunca irá desenvolver uma arma nuclear, sob nenhuma circunstância", numa publicação na plataforma X.
Para as autoridades norte-americanas, o problema nunca foi a retórica do Irão, mas sim as evidências, reunidas ao longo de anos, de que o país aparentava estar a testar componentes que seriam usados na fabricação de armas nucleares, salientou esta quarta-feira o jornal New York Times.
"Eles foram avisados para não tentarem reconstruir o seu programa de armas, particularmente armas nucleares. No entanto, eles continuam a começar do zero", reforçou o líder norte-americano.
Numa outra frente de política externa, Trump continuou a repetir a afirmação de que a guerra da Rússia contra a Ucrânia não teria acontecido se fosse Presidente em 2022.
Trump foi eleito com a promessa de acabar com a guerra na Ucrânia "em 24 horas" após tomar posse, mas, mais de um ano após ter regressado à Casa Branca, o conflito ainda decorre e completou esta terça-feira o seu quarto ano.
O Presidente norte-americano garantiu estar a "trabalhar arduamente" para acabar com o conflito na Ucrânia.
"Tudo o que enviamos para a Ucrânia é enviado para a NATO e eles pagam-nos integralmente", afirmou ainda, sob aplausos, sobre as armas norte-americanas fornecidas a Kiev.
O líder referiu igualmente o seu trabalho para alcançar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas e destacou a libertação dos reféns detidos pelas forças do grupo islamita palestiniano.
No discurso, Donald Trump voltou a alegar que colocou fim a "oito guerras", afirmação que foi prontamente contestada no Capitólio pela congressista Rashida Tlaib, uma democrata de Michigan, que gritou: "É mentira!"
Quando Trump mencionou Israel, Tlaib gritou: "É genocídio!"
O Presidente Trump atribuiu a si mesmo o mérito de derrubar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, de interromper o fluxo de drogas da América Latina para os EUA e de ajudar a garantir a libertação de presos políticos das cadeias venezuelanas.
De fora ficaram referências aos ataques militares contra barcos de alegados narcotraficantes, que resultaram em mais de 150 mortes, consideradas largamente como execuções, desde setembro.
Donald Trump anunciou também o recebimento de "mais de 80 milhões de barris" de petróleo venezuelano, descrevendo o país latino-americano como um "amigo e parceiro".
O republicano assegurou que o seu Governo está a trabalhar "em estreita colaboração com a nova Presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez" para "impulsionar um progresso económico extraordinário para ambos os países e trazer nova esperança àqueles que sofreram tanto".
Donald Trump fez esta terça-feira o primeiro discurso sobre o Estado da União do segundo mandato, perante uma sessão conjunta do Congresso.
Ao discursar por mais de uma hora e 40 minutos, Trump quebrou o seu próprio recorde de discurso presidencial mais longo ao Congresso. O republicano havia estabelecido o recorde anterior no ano passado.
Trump discursou aproximadamente durante uma hora e 47 minutos na terça-feira.
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