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Trump critica Noruega por não receber Nobel da Paz e volta a ameaçar aquisição da Gronelândia

Presidente dos EUA diz que o facto de não ter recebido o prémio faz com que já não se sinta "obrigado a pensar apenas na paz".

19 de janeiro de 2026 às 09:44

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira, numa carta ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr, que, depois de a Noruega não lhe ter atribuído o Prémio Nobel da Paz, "já não se sente obrigado a pensar apenas na paz".

"Caro Jonas: Dado que o seu país decidiu não me atribuir o Prémio Nobel da Paz por ter impedido oito guerras, e mais, já não me sinto obrigado a pensar apenas na paz, embora esta seja sempre predominante, mas agora posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos", afirmou numa mensagem divulgada pelo correspondente da PBS News, Nick Schifrin.

O líder republicano vinculou a ameaça expansionista dos Estados Unidos sobre a Gronelândia devido ao facto de não ter recebido o galardão, e voltou a repetir as suas asserções de que, se os EUA não conquistarem a Gronelândia, a Rússia ou a China o farão.

"A Dinamarca não pode proteger estas terras da Rússia ou da China, e porque é que teriam afinal um 'direito de propriedade'? Não existem documentos escritos, apenas se sabe que um barco atracou ali há centenas de anos, mas nós também tínhamos barcos a atracar ali", afirmou, isto apesar do Acordo Para a Defesa da Gronelândia, de 1951, assinado entre Washington e Copenhaga, reconhecer a soberania da Dinamarca sobre aquele território.

Administração norte-americana sugere retirar o apoio à Ucrânia se não obtiver a Gronelândia

Nas últimas horas, têm-se multiplicado as declarações de Trump e de membros da administração relativamente ao tema da Gronelândia. Durante a noite, o presidente norte-americano já tinha voltado a criticar a NATO e a reiterar as intenções norte-americanas de controlar o território.

"A NATO tem vindo a dizer à Dinamarca, há 20 anos, que 'vocês precisam de afastar a ameaça russa da Gronelândia'. Infelizmente, a Dinamarca não conseguiu fazer nada a esse respeito. Agora chegou a hora, e assim será feito!", afirmou na sua rede social, a Truth Social.

Também este domingo, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, ecoou a posição de Washington, afirmando numa entrevista ao canal NBC que os EUA querem mesmo adquirir o território. E foi mai longe, deixando mesmo no ar a possibilidade de os EUA deixarem de apoiar a Ucrânia caso os aliados da NATO se oponham.

"Os líderes europeus acabarão por perceber que precisam de estar sob a protecção de segurança dos EUA. O que aconteceria na Ucrânia se os EUA retirassem o seu apoio? Tudo entraria em colapso", afirmou Bessent quando questionado sobre o que era mais importante para Washington, a Gronelândia ou a aliança atlântica.

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