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Trump diz que Espanha "se redimiu" ao concordar com pagamento à NATO

Presidente norte-americano tinha insistido que Espanha "se portou muito mal" por não o ter apoiado na ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão.

09 de julho de 2026 às 07:33

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que Espanha "se redimiu por completo" depois ter aceitado uma "importante solicitação de pagamento" à NATO durante a cimeira da Aliança Atlântica em Ancara, na Turquia.

"Devo dizer que tive problemas com Espanha, e ainda os tenho, mas hoje [quarta-feira] a Espanha redimiu-se por completo (...) foi muito generosa hoje e aceitaram uma solicitação de pagamento importante, e se não o tivessem feito, nem sequer lhes teríamos falado", declarou o chefe de Estado a bordo do Air Force One, no voo de regresso a Washington, sem fornecer mais detalhes sobre o acordo.

O Presidente norte-americano tinha insistido que Espanha "se portou muito mal" por não o ter apoiado na ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão, mas destacou a "tremenda unidade" registada durante a cimeira de líderes da Aliança.

Após a cimeira, que terminou na quarta-feira, os chefes de Estado e de Governo da NATO reiteraram o "apoio inabalável" à Ucrânia e anunciaram um financiamento de 70 mil milhões de euros este ano, comprometendo-se a manter níveis "pelo menos equivalentes" em 2027.

Trump não especificou a que "solicitação de pagamento" se referia. O desacordo entre Washington e Madrid centrava-se no compromisso espanhol de destinar 5% do PIB à defesa, meta que o Governo de Pedro Sánchez considera desnecessária para cumprir os requisitos militares da NATO.

O Presidente norte-americano afirmou ontem ter sido "uma cimeira muito bem-sucedida" e que houve "um amor tremendo na sala", qualificando os restantes líderes da NATO como pessoas com um "bom coração" e que estão a fazer "um grande trabalho pelos seus países".

Trump frisou que os países europeus estão a "fazer progressos" para atingir a meta dos investimentos em defesa na ordem de 5% do Produto Interno Bruto (PIB), que tinha sido acordada na cimeira da NATO do ano passado, em Haia, nos Países Baixos, acrescentando que a maioria dos aliados são "muito ricos" e não se deve ter "pena" deles.

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