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Quase 40% dos internados de forma indevida estão à espera de uma vaga em lares

Número foi avançado por secretário de Estado. 513 utentes estavam com bloqueios jurídicos ligados ao regime do maior acompanhado.

09 de julho de 2026 às 01:30

Menos de 40% dos 3500 utentes internados de forma indevida (isto é, que se mantêm em unidade hospitalar após a alta) aguardavam vaga nos cuidados continuados. Os números foram avançados ontem por Francisco Catalão, secretário de Estado da Gestão da Saúde, numa audição no Parlamento. O governante adiantou ainda que grande parte estes utentes aguardavam vaga num lar. Havia ainda 513 pessoas a enfrentar bloqueios jurídicos ligados ao regime do maior acompanhado.

Segundo Francisco Catalão, a crise não é, no entanto, exclusiva da Saúde nem “exclusivamente hospitalar”, tendo sublinhado o desafio do envelhecimento demográfico, que exige uma “resposta integrada”. O governante disse ainda que, a 31 de maio, a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados atingiu os 10 041 lugares, que “nunca perdeu capacidade” com o Governo e que tinha ontem mais 424 lugares do que no final de 2023. Mas acrescentou: “Não ficarei descansado enquanto houver um português nestas condições.”

O último barómetro de internamentos sociais, divulgado em abril, indicava que 2807 pessoas estavam em março internadas nos hospitais públicos após a alta clínica, mais 19% do que no mesmo mês de 2025. O valor atingiu em junho as 3500 camas.

Francisco Catalão elencou ainda diversas medidas aplicadas pelo Governo para controlar o problema, como por exemplo o projeto Ponto Parceiro, que visa garantir cuidado de proximidade a utentes dos lares.

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