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Correio da Manhã

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Túmulos vazios adensam mistério no Vaticano

Peritos forenses abriram dois túmulos da Santa Sé em busca de jovem desaparecida há 30 anos mas não encontraram qualquer corpo.
Maria Inês Jorge e Ricardo Ramos 13 de Julho de 2019 às 10:16
Emanuela Orlandi
Emanuela Orlandi
Emanuela Orlandi
Emanuela Orlandi
Emanuela Orlandi
Emanuela Orlandi
Emanuela Orlandi
Emanuela Orlandi
Emanuela Orlandi
Os dois túmulos abertos quinta-feira no Cemitério Teutónico do Vaticano, na sequência das buscas por Emanuela Orlandi, desaparecida desde 1983, foram encontrados vazios, sem qualquer rasto da jovem de 15 anos ou das duas princesas alemãs que lá deveriam estar sepultadas desde o século XIX.

Emanuela desapareceu no caminho para casa após uma aula de música no conservatório de Roma e desde essa altura que a família não desiste de tentar solucionar o caso.

A mais recente pista, recebida pelos Orlandi através de uma carta anónima, indicava o Cemitério Teutónico como a localização dos restos mortais de Emanuela.

A pedido da família, o Vaticano procedeu à abertura dos túmulos das princesas Sophie von Hohenlohe, falecida em 1836, e Carlotta Federica, morta em 1840, mas ambas as sepulturas estavam vazias, sem qualquer sinal dos corpos de Emanuela ou das duas princesas alemãs, adensando ainda mais o mistério.

Os peritos detetaram sinais de os túmulos terem sido abertos pelo menos uma vez desde o final do século XIX e dentro do túmulo de Sophie foi encontrado o acesso a uma sala subterrânea, igualmente vazia.

Várias teorias tentaram até hoje explicar o desaparecimento de Emanuela, cujo pai trabalhava no Vaticano, incluindo possíveis ligações à Máfia, mas nada foi provado.
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