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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Ursula von der Leyen avisa que Europa tem que mudar abordagem aos choques geopolíticos

Ursula von der Leyen deixou claro que a Europa tem de construir "de forma diferente, mais sustentável, mais resiliente e com melhores ligações" entre os Estados-membros, "num esforço partilhado para resolver as questões mais importantes" para os cidadãos.

09 de junho de 2026 às 19:59

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen aludiu esta terça-feira aos choques geopolíticos, às alterações climáticas e aos extremismos para afirmar que, se o mundo está a mudar, a União Europeia tem que mudar a sua abordagem.

"Como o mundo à nossa volta está a mudar, também temos de mudar a nossa abordagem", afirmou a presidente da Comissão Europeia, exemplificando com "os choques geopolíticos" que estão "a abalar as nossas economias", os fenómenos meteorológicos extremos que "são o novo normal das alterações climáticas e os "extremistas dentro e fora da União Europeia que estão a pôr em causa as nossas democracias".

No discurso de abertura da 3.ª edição do Festival da Nova Bauhaus Europeia, que decorre entre esta terça-feira e sábado no Parque do Cinquentenário, em Bruxelas (Bélgica), Ursula von der Leyen deixou claro que tal "não significa" que a Europa deva parar de construir, mas sim que tem de construir "de forma diferente, mais sustentável, mais resiliente e com melhores ligações" entre os Estados-membros, "num esforço partilhado para resolver as questões mais importantes" para os cidadãos, nomeadamente "habitação a preços acessíveis, indústrias e infraestruturas numa transição limpa e, até, própria democracia".

A abrir a edição deste ano, que coloca o foco nas questões da democracia da habitação acessível, a líder da Comissão Europeia assegurou que o Parlamento Europeu e os Estados-Membros "estão totalmente empenhados nesta viagem", lembrando que o Conselho Europeu aprovou recentemente as novas recomendações sobre o Novo Bauhaus Europeu, movimento que desde 2020 tem contribuído para a procura de soluções mais criativas e sustentáveis.

A marcar o arranque do festival, que decorre até sábado, Ursula von der Leyen anunciou que nos próximos dois anos a comissão vai afetar "mais 50 milhões de euros à nova Academia Europeia de Bauhaus", aumentando a verba para investigação, apoio a empresas em fase de arranque e às profissões criativas.

Perante representes de todos os países e especialistas de várias áreas, desde a arquitetura ao desenvolvimento de comunidades mais resilientes, a presidente da Comissão Europeia lembrou que o movimento Bauhaus abriu oficialmente o primeiro centro internacional na Ucrânia, país "corajoso", vítima de "uma destruição abominável", e que a União Europeia está a apoiar com "novas competências, novos empregos e novas indústrias".

A líder europeia lembrou que o financiamento da Bauhaus ainda está disponível no orçamento atual da Comissão Europeia, encorajando os Estados-Membros "a aproveitarem ao máximo" os fundos, no que se refere à habitação.

A 3.ª edição do Festival da Nova Bauhaus Europeia decorre até sábado sob o lema "Vida. Espaços. Edifícios".

O festival, promovido pela Comissão Europeia, junta líderes políticos a "criadores, inovadores e agentes de mudança" dos vários países da União Europeia (UE), para refletir sobre "como as comunidades podem trabalhar juntas para projetar casas e bairros mais sustentáveis, inclusivos e resilientes".

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