Não há guerras menos más. Todas as guerras são o diabo. A vida do dia a dia cortada num golpe mortal que interrompe os sonhos de tantas e tantas gerações. A sangue frio, tantas vezes. Um ano depois, aos poucos, muitas cidades ucranianas conseguiram recuperar alguma normalidade. Há restaurantes, gente na rua, o metro, por vezes, até retoma a sua simples função de transportar pessoas, deixando para trás a máscara trágica de abrigo subterrâneo contra as bombas.Mas a guerra está numa fase particularmente estúpida, ainda mais estúpida que a mais estúpida das batalhas. A calmaria nas ações bélicas da Rússia é traiçoeira. O medo de nova rajada de morte paira todas as noites sobre Kiev. A paz chinesa parece proposta para dividir ainda mais o Ocidente, e para enredar a defesa da Ucrânia num malévolo canto da sereia. A paz é uma miragem longínqua na Europa.
Há um povo a tentar seguir em frente, com silvos de mísseis a romper por vezes o céu e a interromper a tranquilidade, com a morte à solta na frente de guerra. Vê-se essa tentativa desesperada de ultrapassar o trauma no extraordinário trabalho de reportagem dos enviados especiais do CM e da CMTV à Ucrânia, os jornalistas Alfredo Leite, Pedro Mourinho, Nuno André Ferreira e Pedro Escoto. Nos retratos vívidos do drama que têm enviado diariamente, até parece que a guerra está a acabar.
Mas a guerra está numa fase particularmente estúpida, ainda mais estúpida que a mais estúpida das batalhas. A calmaria nas ações bélicas da Rússia é traiçoeira. O medo de nova rajada de morte paira todas as noites sobre Kiev. A paz chinesa parece proposta para dividir ainda mais o Ocidente, e para enredar a defesa da Ucrânia num malévolo canto da sereia. A paz é uma miragem longínqua na Europa.
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Por Carlos Rodrigues
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