page view
Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"Cabe ao novo líder provar ao País que o PS é a alternativa de poder"

30 de junho de 2025 às 00:32

Com um novo líder já eleito, este fim de semana, com um candidato presidencial de prestígio à espera do apoio do partido, e com as esperanças de ganhar as duas principais câmaras municipais há muito entregues a Alexandra Leitão e a Manuel Pizarro, o PS prepara-se para entrar num período de normalidade democrática, depois do choque emocional causado pela derrota nas legislativas de 18 de maio e a consequente demissão de Pedro Nuno Santos. Os candidatos autárquicos não foram escolhidos pelo novo secretário-geral, que terá mais simpatia pelo nome que o partido tem à disposição para a corrida a Belém, mas isso facilita a tarefa do PS nas eleições municipais, porque a derrota nas maiores cidades não será assacável ao líder. Agora, José Luís Carneiro tem de ocupar o terreno político do partido e preparar-se para uma longa travessia do deserto. O maior risco para o PS é deixar que se instale a noção de que o senhor que se segue é André Ventura. Como maior partido da oposição, o Chega tudo fará para instalar essa ideia - se Montenegro falhar, o País poderá olhar para Ventura. Cabe ao novo líder socialista mostrar densidade política suficiente para ser ele a alternância - e para isso é preciso conseguir falar para os jovens, parar com os tabus em redor de temas relevantes para a comunidade, e renovar ideologicamente o centro-esquerda. A tarefa é dura, mas não há nenhum dirigente do PS mais talhado para a executar neste momento da História do partido.  

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8