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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"Decisão sobre a segunda volta pode ficar à espera dos votos da emigração"

07 de janeiro de 2026 às 00:32

O cenário de empate técnico entre quatro ou cinco candidatos ao cargo de Presidente da República ameaça tornar a noite eleitoral num pequeno pesadelo de indefinição. Os votos da emigração podem fazer a diferença para decidir quem passa à segunda volta e quem fica pelo caminho. Ora, nas últimas legislativas, houve cerca de 352 mil emigrantes a votar. O Chega ganhou, com perto de 92 mil votos, seguido pela AD, a uma distância de 35 mil votos, sensivelmente. O PS ficou em terceiro lugar, com pouco menos de 48 mil votos. Com as diferenças de algumas décimas de pontos percentuais entre candidatos que têm sido registadas pelas sondagens mais sérias, os milhares de votos que hão de ser escrutinados, dias depois, na Europa e fora da Europa, podem alterar completamente o panorama para a segunda volta. Em última análise, e se a diferença for de poucas dezenas de milhares de votos entre os vários candidatos na votação que vai ocorrer dia 18 de janeiro no continente e nas ilhas, poderemos chegar ao fim da noite eleitoral, no domingo, com os mesmos cinco potenciais apurados para a segunda volta. Ou seja, ficariam todos suspensos da contagem final de votos. Tal cenário seria um prolongamento do suspense presidencial até ao limite, mas pode bem ser o resultado de um ambiente geral de muita incerteza sobre qual destes cinco políticos poderia dar o melhor chefe do Estado.  

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