Carlos Rodrigues
DiretorA guerra que ia durar um par de dias, à boleia das maravilhas da inteligência artificial, entra hoje na quarta semana sem qualquer vislumbre de pacificação. E veremos se não caminha rumo a uma rotina de loucura à espera do próximo Presidente dos Estados Unidos. O regime iraniano não só resistiu ao primeiro embate, como parece ter hoje maior capacidade de resistência do que no início, porque descobriu que o bloqueio de Ormuz constipa a economia mundial. Este fim de semana, Teerão, que ainda terá perto de mil mísseis, de acordo com os cálculos das melhores fontes militares, atacou a base britânica de Diego Garcia, no Índico, o que significa que atinge alvos a 4 mil quilómetros de distância, algo que o Ocidente desconhecia. Como aguentaria a economia mundial outra guerra de anos, à imagem daquilo em que se transformou o conflito da Ucrânia, também esse de uma forma que, a princípio, ninguém ousaria prever? Nós por cá, e depois de aumentos de 30% nos combustíveis em apenas três semanas, estamos todos a caminho da maior perda de poder de compra da era democrática, e de longe. Todos juntos, nós, europeus, já atravessámos nos últimos anos crises bastante graves, de guerras a crises financeiras, de pandemias assustadoras a atentados que mudaram a perceção global da segurança. Também isto há de passar. Mas, para já, calibremos as nossas decisões individuais de forma a adaptá-las ao novo Mundo. Porque é um novo Mundo que se abre à nossa frente.
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Por Carlos Rodrigues
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