Carlos Rodrigues
DiretorVimos o antigo chefe da vacinação a dançar numa discoteca, noite fora, vimo-lo ontem a fazer desportos radicais no rio Paiva, já tínhamos assistido ao triste espetáculo televisivo dos ataques a outros candidatos, alguns de forma agressiva, como foi o caso do que ocorreu no debate com Marques Mendes. Trata-se de uma campanha curiosa e memorável para o antigo militar. É uma prova provada de como é impossível transformar um político em alguém muito diferente da sua personalidade pública.
O caso mais recente, e mais repentino, de metamorfose política foi quando Pedro Nuno Santos, que trazia fama de radical de esquerda, e que se tentou normalizar, centrar e institucionalizar durante a campanha para as legislativas. Um lobo na pele de cordeiro, que falhou redondamente, e que atirou o antigo líder do PS para fora da política, vergado por uma pesada derrota eleitoral. Se for verdade que os principais candidatos estão todos empatados, os últimos dias serão decisivos. Muitos eleitores vão decidir na urna de voto, na linha da meta. Gouveia e Melo devia aproveitar este tempo que lhe resta para recuperar alguma autoridade moral. A ponderação, a distância e a autoridade eram os três fatores que o distinguiam, e que alguém desbaratou numa campanha eleitoral desastrosa. O mais certo é que o almirante já vá tarde para voltar a ser o almirante de que os portugueses se lembram.
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Por Carlos Rodrigues
Por Carlos Rodrigues.
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