Carlos Rodrigues
DiretorDentro de menos de uma semana, se não houver novos golpes de teatro, começa finalmente o julgamento do antigo primeiro-ministro José Sócrates. Mais de uma década depois do início da ‘Operação Marquês’, esse será, para todos os efeitos, um dia histórico.
A primeira sessão de tribunal, a abertura formal do julgamento, constituirá para o nosso país uma espécie de momento simbólico, em que finalmente podemos respirar de alívio, numa espécie de catarse coletiva. Apesar de todos os contratempos, de dezenas de recursos e das decisões contraditórias, sem embargo dos estratagemas e dos labirintos, a justiça consegue sentar no banco dos réus um antigo primeiro-ministro, e dar-lhe, como anteontem disse, de forma sagaz, o procurador-geral da República, Amadeu Guerra, uma oportunidade para provar a sua inocência. O início do julgamento de Sócrates será uma espécie de corrente de ar puro que vai varrer a democracia e afastar um pouco a salubridade que tanto afeta a crença dos portugueses na igualdade de todos perante a lei.
Este jornal investigou José Sócrates desde antes mesmo de haver notícia de um processo. Ao longo dos anos, os jornalistas do CM praticaram o escrutínio jornalístico do antigo governante. Aqui chegados, acompanharemos com a devida atenção o julgamento, porque o interesse público do caso a isso nos obriga. Só assim estaremos à altura da nossa própria História coletiva.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Por Carlos Rodrigues
Por Carlos Rodrigues
Por Carlos Rodrigues
Por Carlos Rodrigues
Por Carlos Rodrigues
Por Carlos Rodrigues