Carlos Rodrigues
DiretorUma das consequências mais tristes e de efeitos mais imprevisíveis do que se passou no País na última semana foi o desgaste da imagem das Forças Armadas causado pela atração quase doentia que este Governo demonstra pelo espetáculo vazio, e pelo show-off. A história conta-se depressa e, de tanto percorrer televisões, jornais, conversas de café e redes sociais, não haverá muitos portugueses que a desconheçam. Um pequeno grupo de militares foi levado para Vieira de Leiria, onde encenou a limpeza de árvores caídas em estradas secundárias, de forma a enquadrar uma breve visita do ministro da Defesa, Nuno Melo. Todos bateram em retirada, políticos, militares e respetivas chefias, assim que a encenação terminou.
Para trás ficou o povo, espantado com aquele desplante, triste com o abandono a que se viu sujeito, e revoltado pela irrelevância do que foi feito. Ora, isto é efetivamente novo e relevante, porque as Forças Armadas têm-se mantido incólumes a diversas crises da democracia, e têm granjeado um prestígio notável junto dos portugueses. Mas fraco rei faz fraca a forte gente, como postulou Camões. A forma como o responsável político pela Defesa, com a aparente conivência, pelo menos, de algumas chefias, arrastou a instituição para uma encenação mal-amanhada justifica a atenção do comandante supremo das Forças Armadas. Ao menos nisto irá Marcelo exigir uma explicação e um pedido de desculpas aos portugueses?
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Por Carlos Rodrigues
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