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Luís Campos Ferreira

Luís Campos Ferreira

O trabalho a quem o trabalha

04 de maio de 2026 às 00:30

Alguns factos. Em março, a taxa de emprego em Portugal foi a segunda mais alta desde há 28 anos, atingindo 65,7%, apenas menos 0,1 pontos percentuais do que a taxa mais elevada de sempre (já alcançada em dezembro e janeiro últimos). Quanto à taxa de desemprego, recuou para 5,8%, um valor a caminho do residual. Estes números revelam que estamos com níveis de empregabilidade, de facto, históricos. Noutra frente, ficamos agora a saber que a taxa efectiva de IRS em 2024 foi a mais baixa dos últimos 10 anos – ou seja, os portugueses nunca pagaram tão pouco imposto sobre o seu rendimento. E é hoje factual que a carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho em Portugal já é inferior à de Espanha, esse novo farol do progressismo mundial que tanto tem entusiasmado a esquerda portuguesa. Se a tudo isto juntarmos um dos maiores esforços de sempre de valorização da função pública e um empenho inexcedível na concertação social (de 138 alterações à lei laboral, apenas em 6 não se chegou a consenso, após mais de 200 horas de negociação), há uma pergunta que se impõe: a sério que a CGTP e a UGT querem mesmo ir para outra greve geral? A resposta só pode ser uma. Os interesses das centrais sindicais estão cada vez mais distantes dos interesses dos trabalhadores.

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