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Luís Campos Ferreira

Luís Campos Ferreira

Zero credibilidade

11 de maio de 2026 às 00:30

De uma assentada, André Ventura brindou-nos com mais duas posições que só servem para mostrar que ele não tem credibilidade nem responsabilidade para um dia governar o país, como tanto deseja. Primeiro, foi a condição estapafúrdia que impôs ao governo para viabilizar, no parlamento, a reforma laboral. Ao arrepio da mais elementar racionalidade, Ventura disse a Montenegro que só podia contar com o Chega se baixasse a idade da reforma, convencido de que dizia o que as pessoas querem ouvir. Acontece que até o mais distraído dos cidadãos sabe que a nossa realidade demográfica não se compadece com estes desvarios se queremos manter, pelo menos por mais duas ou três gerações, a sustentabilidade do nosso sistema de pensões. Mais grave ainda (porque socialmente mais perigoso) foi a defesa que Ventura fez dos agentes da PSP envolvidos em casos de tortura violenta. Numa declaração inqualificável, o líder do Chega atingiu em cheio a dignidade, profissionalismo e autoridade dos nossos polícias, caucionando e generalizando grosseiramente o comportamento intolerável de uns poucos como se fosse a norma de todos. Uma vez mais, Ventura tenta reduzir situações complexas a equações simplistas e grosseiras onde só cabem três termos: populismo, demagogia e irresponsabilidade. Credibilidade, nem vê-la.

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