Luís não gosta de narrativas. Acha que o mal do mundo é o excesso de narrativas. As narrativas distorcem, as narrativas afunilam, as narrativas modulam e modelam. Luís decide que é preciso acabar com as narrativas. E diz: “É preciso acabar com essas narrativas.” Quem o ouve gosta, mas não percebe por que raio Luís disse “acabar com ESSAS narrativas” e não “com AS narrativas”. Então não era para acabar com as narrativas? Quem o ouve fica confuso, porque não sabe que, antes, Luís se deparou com um dilema. Sim, é preciso acabar com as narrativas. Mas, para combater as narrativas (e para acabar com as narrativas), é preciso encontrar a melhor maneira de as combater (às narrativas) e de acabar com elas (as narrativas). Ora, depois de muito matutar sobre como combater as narrativas, e como acabar com as narrativas, Luís chegou à conclusão de que a melhor forma de combater as narrativas é… com uma narrativa.
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Para combater as outras narrativas, o melhor ainda é recuperar uma velha narrativa.
Quando há dias o Sporting recuperou de três secos na Noruega, comovi-me.
Até a martirizada Ucrânia já vai a feiras de armamento, expor a sua indústria de drones.
Somos um país abençoadamente pacífico, desde que a ditadura acabou.
Pode haver quem diga que Luís Neves não era de esquerda, só dizia coisas sensatas.
Até Ucrânia e Rússia sabem que, para fazer negociações, têm de se sentar à mesa de negociações.
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