Apesar de “se darem ares” (a frase é da Tia Benedita), os Homem eram, no fundo, gente remediada. Habituados há muito a terem uma profissão e a acordarem cedo, conheceram sobretudo a riqueza dos outros mas nunca se queixaram do seu destino, que era confortável e permitia ter talheres à mesa. Como lembrava o procurador Vilaça logo no início de ‘Os Maias’, ainda tínhamos posses para uma fatia de pão e para barrá-la com manteiga.
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No século da inteligência artificial sou um sobrevivente do tempo em que ainda duvidávamos da inteligência humana
O Tio Alberto gostava de café “con unas gotitas” e tomava-o nessas peregrinações plebeias pela Galiza.
Achava que os rios eram interessantes consoante a temporada da lampreia ou da truta
Por sermos leais ao passado, não há escolha quando se trata de boa educação.
Era bom para peregrinos de Castro Laboreiro ou frades eremitas de Rendufe.
Não gostava de nêsperas e tinha um certo desprezo por legumes no prato, tratando-os como um apenso decorativo.
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