Chegado Abril, com as mimosas já cobertas de poeira, recordo com alguma melancolia as velhas estradas do Minho de antanho: estreitas, curvilíneas, de empedrado, à beira de abismos perigosos, com rectas raríssimas passando por florestas de pinheiros e servindo de observatório do litoral. Era antes da democracia, da indústria automóvel, do GPS e do aumento do preço da gasolina. Com essas instituições modernas, o carro passou a ser um bem tão indispensável como, outrora, eram o relógio que todo o noivo devia enfiar no bolso do colete e o pente que se guardava no bolso do paletó. O quase silencioso bulício dos pinhais, para recordar um dos poemas mais mortíferos da nossa Língua, e de que já quase ninguém se lembra, foi substituído pelo ruído dos automóveis a passar na estrada ao alto de Moledo, por onde chegávamos a Arcos de Valdevez e ao Lindoso, ou por onde subíamos e descíamos até atingir o velho pontão carcomido pela água da lagoa de S. Pedro de Arcos. Era aí que ficava, bem perto, o refúgio onde se albergara o Tio Alberto, bibliófilo emérito, gastrónomo e viajante impenitente da nossa família.
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