Com várias das principais figuras da seleção fora desta pausa FIFA, é normal que surja maior possibilidade para dar oportunidade a jogadores menos vezes chamados, mas que estejam a entregar nos seus clubes consistência no seu rendimento. O problema é que a plataforma da seleção nacional não tem sido utilizada para promover e reconhecer a competência de quem merece ser chamado naquele período de elevada performance. Martínez sabe que o seu cargo é, também ele, político. Mas tem de ser fundamentalmente técnico e deve respeitar o momento dos jogadores. Ter uma base de trabalho é obviamente inteligente face ao pouco tempo que um selecionador tem para ser treinador e desenvolver o seu modelo de jogo, mas esta trapalhada de não convocar inicialmente Paulinho deixou clara a ideia que não quer comprar um problema mais à frente. É que se o avançado, que tem brilhado no México, carimbar o mesmo registo na seleção das quinas cai por terra a ideia de que a posição de avançado está esgotada em Ronaldo e Gonçalo Ramos. A trapalhada foi tanto maior quando sublinhou que os dois avançados para estes compromissos seriam Ramos e Guedes, sendo este último mais parecido com o saudoso Diogo Jota (recorde-se que não deve ter existido na história do futebol um extremo com a sua altura tão forte no jogo aéreo). Mas vamos ao número de golos das duas últimas épocas: Gonçalo Guedes fez 14; Ramos 30 sem ser titular absoluto no campeão europeu; e Paulinho 55 golos. Então, existe alguma justificação para não convidar, para a maior festa mexicana do ano, quem tem demonstrado tamanha inspiração entre tacos, guacamole e sombreros? Pelo menos que se experimente!
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Que justificação existia para não chamar Paulinho à seleção nacional desde o início?
Na taberna da Champions Rui Borges tem aviado todos os serviços.
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