Enquanto os lusitanos se entretêm a fazer da Spinumviva e de Montenegro um saco de boxe para apurar ganchos de esquerda e cruzados de direita, tudo no sacrossanto nome de uma pureza ética e justicialista, há uma guerra em embrião no ovo da serpente. Para já Trump pôs entre parêntesis a sua «diplomacia transaccional» e bombardeou os houthis, último reduto das forças que agem no Médio Oriente segundo os interesses do Irão. Os houthis retaliaram. E Trump levantou a voz: se houver mais acções houthis culpará o Irão, que é quem alimenta a fera.
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O fim da bica curta é um novo começo.
Os cães da guerra estiveram, como nunca, à solta na Ucrânia.
Os idiotas úteis que se recusam ver o expansionismo de Putin, um dia até a Trump terão de agradecer.
Charlot converte fome e sobrevivência em dança e sonho: um princípio de vida, pois claro.
Há até árabes israelitas que defendem a ocupação de Gaza como única forma de libertar os palestinos do Hamas.
Por maior que seja a certeza de que poesia e política não são espelhos, assistir às contradições de HH, contrastar a sublime grandeza poética com a pequena miséria subserviente, gela quem se queira agarrar ao mito.
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