Ontem, na sua coluna do CM, Maria Filomena Mónica lembrava uma coisa simples: 125 anos depois da sua morte, ainda não há uma edição crítica das obras de Eça de Queirós - ou seja, o texto definitivo dos seus livros. O assunto não foi abordado durante a pirosa cerimónia do Panteão; a República é muito razoável em encenações e foguetório (e exclusões maldosas, já agora), mas preguiça com aplicação. Eu sei que hoje os “grandes autores” são considerados velharias pouco mais do que incómodas (“Havia um tipo, um Camões, enfim.”), mas era importante que não se ouvissem só os analfabetos. O parlamento, que foi em peso ao Panteão, não pode ser incomodado com isto, mas a academia de- via preocupar-se. O PM, por exemplo, foi ao Brasil e ouvimo-lo mencionar a contratação de professores brasileiros para o ensino básico da língua pátria; tirando dois ou três reacionários de espadachim, não ouvi a opinião da academia ou dos pedagogos. Quando fizerem discursos no Dia da Língua Portuguesa, lembrarei Eça e cá estará um manguito de panteão.
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