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Carlos Anjos

Carlos Anjos

Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de Crimes

A PJ não pode ser uma bola de bilhar

03 de setembro de 2026 às 00:30

Eu e o meu camarada L. Fontes temos dois grandes amores: o Sporting e a PJ. Normalmente falamos do Sporting e nos sonhos de vitória. Mas hoje, falamos da PJ e da maldade que lhe estão a fazer. As sucessivas denúncias e acusações que têm vindo a público envolvendo o ministro Luís Neves, devem ser escrutinadas e esclarecidas. É esse o dever de qualquer responsável público; esclarecer o que houver a esclarecer. Mas uma coisa é o escrutínio sobre quem dirige ou dirigiu a PJ e outra é atingir a instituição e os profissionais que, todos os dias, trabalham em prol da justiça. A PJ é hoje uma bola de bilhar, a receber pancadas de todos os lados, sem encontrar uma tabela que lhe permita sair deste triste filme. E o problema é que cada nova polémica fragiliza-a, e sobretudo, desvia a atenção dos investigadores daquilo que deve ser o seu único foco: investigar, descobrir a verdade e combater o crime. Ninguém na PJ pode ser responsabilizados por decisões ou comportamentos que lhes são alheios. São eles que continuam no terreno, trabalhando horas sem conta em investigações complexas a enfrentar o lado mais duro da criminalidade. Que se investigue o que tiver de ser investigado e que se apurem responsabilidades. Defender a PJ não é defender pessoas. É defender uma instituição essencial ao Estado de direito e respeitar os homens e mulheres que nela trabalham.

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