Ao verem a Islândia eliminar a Inglaterra, muitos portugueses terão recordado por instantes o Euro 2004. Também nesse ano o jogo de estreia correu mal à seleção, com uma derrota no Porto que quase atirou ao charco a autoestima lusitana.
Aos poucos, o frágil adversário da abertura foi ganhando importância, o que desculpou retroativamente o primeiro desaire mas não evitou nova derrota na final.
A Grécia sagrou-se campeã com um único remate enquadrado com a baliza. Dessa equipa resta Ronaldo e Carvalho, que hoje devem explicar bem aos companheiros como é arriscado menosprezar adversários mais fracos, chamem-se eles Islândia, Grécia ou Polónia. Os oito melhores estão escolhidos.
A conjugação do sorteio com o surpreendente terceiro lugar de Portugal e com a premonitória derrota espanhola contra a Croácia atirou a seleção nacional para o que se tem chamado, e com razão, de lado bom dos quartos de final. Esta bizarra conjugação da sorte não pode deslumbrar os jogadores.
Enfrentar a Polónia como se fosse a Alemanha, com quem os polacos até empataram, é o segredo para não falhar o encontro com o destino.
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A mitologia dos jogos entre Portugal e França tem mais um capítulo.
Vai ser difícil derrotar uma equipa com uma alma assim.
Afinal, Portugal não tem duas boas seleções, mas sim bons suplentes.
O terceiro jogo poderá servir para avaliar a forma de outros talentos.
Com a vitória de ontem, obtida da forma que foi, a seleção nacional entra no Europeu com o pé direito e sai da primeira partida reforçada pelo espírito que teve de ir buscar ao fundo do poço.
Montenegro terá de alargar a sua base eleitoral.