Marcos Perestrello
Deputado do PSOs arsenais do Ocidente e da União Soviética cumpriram o seu papel de dissuasão e impediram o conflito armado na Europa, que na segunda metade do século XX se temia mais destrutivo do que nunca. O que fez subir a Cortina de Ferro, derrubou o Muro de Berlim e venceu a Guerra Fria não foram as armas, mas sim os ventos fortes da liberdade e da democracia que sopravam de cá para lá e fomentavam o pensamento e a criação, abriam as portas à inovação na cultura, nas artes, na ciência, enquanto no Leste a repressão política fechava essas portas, deixando-se ficar invariavelmente atrás em todos os progressos. A liberdade e a democracia no Ocidente semeavam a cultura da tolerância com as diferenças, que tornava as sociedades mais ricas, diversificadas e atrativas para todos; no Leste, o totalitarismo impunha uma uniformidade empobrecedora e castradora de mentes e espíritos. A liberdade e a democracia no Ocidente sacralizavam a separação de poderes e fortaleciam os mecanismos de transparência e controlo dos diferentes poderes; no Leste, a submissão de todos os poderes ao poder político autocrático alimentava as dependências, a opacidade e a corrupção. A liberdade e a democracia no Ocidente fomentavam a abertura dos sectores de produção, promoviam o comércio livre e a redução de barreiras à circulação de pessoas, mercadorias e do dinheiro, alargando a rede de países amigos, aliados e parceiros; o Leste fechava-se e atrasava irremediavelmente o seu desenvolvimento económico. A prosperidade social, cultural e económica do Ocidente foi, curiosa e paradoxalmente, acompanhada de quebras relevantes na natalidade, originando uma crescente crise demográfica, que tem vindo a ser compensada por fluxos migratórios atraídos pelos mesmos ventos fortes da liberdade e da democracia, que ainda sopram. Foram estes os fatores que estiveram e continuam a estar na origem da paz, da prosperidade, e da qualidade de vida do mundo ocidental. Os Estados Unidos da América tiveram nos últimos 80 anos um papel fundamental no desenho e na construção da prosperidade em que temos vivido. Por um lado, porque contribuíram decisivamente no plano militar para a vitória sobre o nazismo e garantiram depois a capacidade de dissuasão que impediu uma nova guerra ainda mais catastrófica; por outro lado, porque foram quase sempre o farol da ordem internacional assente no direito e nas liberdades. Andamos na Europa muito preocupados com os orçamentos de defesa, mas essa parte é a mais fácil de resolver…
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