Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoO facto de a banca ter reduzido para quase zero por cento os juros de remuneração dos depósitos, assim como a redução das taxas nos empréstimos para compra de casa, tendência que continua com a redução de spreads no mercado, associado à explosão de turismo e do arrendamento de curta duração, particularmente visível nas duas principais cidades do país, criou uma onda de valorização do mercado imobiliário. 7,9% de subida, quando a inflação ainda é muito baixa, indicia um elevado aquecimento.
A espiral começou no último trimestre de 2015, com ganhos de 5% e acelerou, o que já levou a alguns alertas de instituições europeias. Curiosamente esta euforia segue-se ao profundo arrefecimento que afetou o mercado quando o país foi alvo do resgate da troika. A retração que durou até 2015 fez perder dinheiro a muitas famílias, investidores e encheu as carteiras de crédito tóxico da banca.
Não há razões para dizer que se verifica uma bolha, mas convém avisar que subidas a este ritmo são insustentáveis a longo prazo.
Miguel Beleza
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