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Patrícia de Carvalho

Patrícia de Carvalho

Deputada do Chega

Onde há fumo, há fogo. E o MAI está a arder

28 de maio de 2026 às 00:30

Tivemos uma demissão no Ministério da Administração Interna e o país não se escandalizou. É incompreensível. E é incompreensível, não pela demissão em si, mas pelas razões que levaram o secretário-geral adjunto do MAI a abandonar o cargo. É que em causa estão denúncias que o próprio fez ao ministro sobre comportamentos “eticamente reprováveis e juridicamente questionáveis”. Só estas expressões já deveriam ser o suficiente para acionar os alarmes, mas o ministro nada fez. António Pombeiro denunciou compadrios, contratações irregulares, tentativas de benefício próprio no SIRESP, mas o ministro fez ouvidos moucos. Pior. Não só Luís Neves não tomou diligências para apurar a veracidade das acusações, como voltou a nomear para o SIRESP a pessoa que o geria quando estas situações ocorreram. E mais. Soubemos também que uma adjunta do MAI tentou condicionar e alterar um relatório sobre o SIRESP e Luís Montenegro teve o desplante de dizer no Parlamento que não tinha conhecimento sobre o sucedido, quando toda a imprensa já o havia noticiado. Ora, tudo isto é muito estranho e cheira a esturro. É como diz o povo: onde há fumo, há fogo. E aqui cheira-me que alguém se vai queimar!

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