2017 fica para a história coletiva como o ano doloroso dos incêndios trágicos que ceifaram a vida a mais de cem pessoas. Em junho, o país assistiu, em choque, ao falhanço do Estado e a um Governo absolutamente incapaz de proteger pessoas e território, de prevenir riscos, de atuar prontamente e de assumir responsabilidades.
A tragédia que se julgava impossível de repetir, repetiu-se em outubro, causando a dor de tantas famílias e amigos. E o ano fecha sem que tenham sido indemnizados ainda os familiares das vítimas mortais!
2017 fica marcado para a história com o roubo de Tancos, que expôs um Estado a falhar, de novo, no mais central da razão da sua existência: a defesa.
2017 fica marcado pela incompetência do Governo ao não alcançar um acordo de concertação social ou ao não conseguir mediar com tempo a crise na Autoeuropa.
2017 fica marcado também por muitas trapalhadas do Governo, de dossiês mal explicados como o Montepio e a Santa Casa, a questões de responsabilidades difusas ou não assumidas em temas como as Raríssimas ou o Panteão Nacional. Já sem falar de outro caso gravíssimo, que levou seis dos nossos concidadãos: a legionella.
2017 é o ano de um Governo fragilizado por episódios mal geridos e muitos erros políticos, um Governo que conheceu a primeira moção de censura, vinda do CDS. E que apesar de manter o apoio parlamentar do BE e do PCP, tem sinais claros de desgaste, com a degradação dos serviços públicos a tornar-se cada vez mais evidente.
A parte boa de 2017, do emprego ao turismo, acontece apesar do Governo!
Mais transparência no financiamento dos partidos
São tanto mais inadmissíveis e escandalosas, quanto dão eficácia retroativa à devolução do IVA, pondo fim a contenciosos tributários. Fizemos o que estava ao nosso alcance para impedir a aprovação destas normas.
Estas alterações, enxertadas num processo para acomodar sugestões de melhoria do Tribunal Constitucional, são de tal forma graves que nos levaram mesmo a votar contra todo o diploma.
No Parlamento continuaremos a batalhar e proporemos a revogação destas disposições, apelando a que, entretanto, o Senhor Presidente possa vetar o diploma e dar assim uma oportunidade aos demais partidos para alterarem a sua posição.
Portugal visto de fora
No 2.º ‘Ouvir Portugal’ ouvimos portugueses no mundo: o Alberto Carvalho, ministro da educação em Miami, a Leonor Frazão e a Patrícia Marcelino, doutoranda e empresária no Reino Unido, o Pedro Queiróz, que vive em Teerão, o Paulo Pereira, empresário em França, o João Noronha Lopes, durante anos da McDonalds em Paris.
O Ricardo Pereira e a Teresa Alves entraram em direto do Brasil e da Áustria. ‘Ouvir Portugal’ segue agora por todo o país.
Cartolas em Lisboa: dinheiro mal gasto
A EGEAC – empresa municipal de espetáculos – vai gastar 57 mil euros em cartolas na passagem de ano! Estes gastos são imorais, quando há tantas necessidades em bairros sociais, creches ou programas de apoio a idosos.
Pode ser uma migalha para tantas necessidades, mas todo o gasto público tem de ser bem justificado. O CDS continuará a estar atento ao mau uso dos dinheiros públicos e a denunciar estas aberrações.
Parabéns à Companhia Nacional de Bailado
A celebrar 40 anos, a Companhia Nacional de Bailado brindou-nos com um espetáculo do Lago dos Cisnes.
Com coreografia de Fernando Duarte e acompanhamento inédito pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, que interpretou magnificamente a obra de Tchaikovski, o espetáculo contou ainda com um filme de Edgar Pêra, simultaneamente cenário e interpretação.
Estão todos de parabéns! Espero que seja para repetir!
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Afinal de que adiantam dias de descanso se tivermos fome e sem casa para morar?
Não gostava do Generalíssimo como não gostava do dr. Salazar, o que várias vezes se apresentou ser um problema para a família
Olhamos para o lado e vemos o Governo espanhol a apoiar famílias e empresas
Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
O mais urgente: remeter ao MJ as propostas da regulamentação em falta, para aprovação.
Sem intermediação religiosa