António Matos
Vice-presidente-adjunto do sindicato nacional da carreira de chefes da PSPEsta semana a Sra. Inspetora-Geral da IGAI, no âmbito do Plano de Prevenção de Manifestação de Discriminação nas Forças de Segurança, defendeu uma formação com incidência em "psicoticismo, extroversão e neuroticismo", esclarecendo que os novos elementos das forças de segurança não devem ser pessoas que "tenham ideários contrários ao Estado de direito".
Talvez tenha razão, ainda que se desconheçam os critérios (científicos) em que se baseou o grupo de trabalho constituído.
Mas essa razão só lhe assiste se defender tais critérios a todos os funcionários do Estado, sejam eles da Polícia de Segurança Pública, da Guarda Nacional Republicana, mas também da PJ, do SEF, da ASAE, da Autoridade Tributária, das Magistraturas, do setor educacional e até, quiçá, da própria IGAI.
Porque desconhecendo-se a existência de estudos científicos e estatísticas (e o RASI contraria a ideia subjacente à da Sra. Inspetora) sobre uma maior incidência de "psicoticismo" ou "neuroticismo" nas forças de segurança repetidamente selecionadas, não estaremos porventura perante "ideários contrários ao Estado de direito" que a mesma pretende combater, mas que os aplicará?
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