Trump passou de "fazer desaparecer uma civilização numa noite" a festejar "a paz mundial" de um momento para o outro. Do apocalipse a tréguas precárias, com duração de duas semanas e dependentes de negociações que decorrerão entre EUA e iranianos, o Presidente dos EUA vive de sentimentos extremos e de projeções maximalistas. Sem a mínima capacidade de desenvolver boas políticas, que exigem tempo, planeamento e paciência para esperar pelos resultados, o inquilino da Casa Branca joga com as perceções e atua em função do fluxo mediático. Depois de sete ultimatos, à oitava conseguiu um alívio negocial. Teve de colocar a fasquia na ameaça quase total para fazer o Irão aceitar abrir Ormuz -- por duas semanas. "Vitória total e completa"? Nada disso. Os iranianos já foram lançando que "os EUA aceitaram o pressuposto do enriquecimento de urânio" (mesmo?) e prometem manter o dedo no gatilho. 'Just in case'. Enquanto isso, a ambivalência de Netanyahu diz-nos quase tudo sobre este teatro de enganos: Israel acompanha o cessar-fogo de Trump no Irão, mas mantém a guerra contra o Hezbollah no Líbano. Como assim?
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Trump vive de sentimentos extremos e projeções maximalistas.
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