Há um momento em que Winston Smith, funcionário “do partido” e do Ministério da Verdade, cuja vida acompanhamos no livro de Orwell, é finalmente derrotado – quando, sentado diante de O’Brien, espera que ele negue as evidências, que mostre haver um sentido oculto para o horror, a vigilância, a ditadura, a guerra, a manipulação, a miséria, o poder das multidões enraivecidas. Enfim, que há um sentido para o “socialismo britânico”, para os sacrifícios e para a degradação da humanidade que resta. É uma última réstia de esperança, uma bóia de salvação em que ele não acredita verdadeiramente – mas, se não acreditar de todo nessa hipótese, então nada tem sentido na vida. O’Brien, no entanto, retira-lhe todas as ilusões: não, não há mais nada do que ‘isto’; o que queremos é exatamente ‘isto’: a tirania, a degradação e a humilhação, a mentira institucionalizada, o sofrimento, a vigilância permanente pelo Big Brother (O Grande Irmão que controla todos os nossos passos) – não como preço para obter um bem maior num futuro próximo, mas como o próprio destino. A vida é castigo.
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