Francisco José Viegas
EscritorHá uma luz estranha, negra e brilhante, a cair sobre a calçada de basalto da cidade da Horta quando Januário Garcia, solicitador e administrador de fortunas e negócios de família, leva consigo uma pasta que ditará praticamente o fim da família Dulmo, executando propriedades e dívidas. Raramente, no romance português, há uma descrição tão tensa e visual captando aquelas primeiras bátegas de água, uma chuva que atravessa o canal com a lentidão da tragédia. Januário – que é um personagem cheio de acrimónia, ressentimento, envolto na aura grave da viuvez – vai satisfeito consigo próprio, vingando o passado e o futuro das duas famílias da “ilha azul”. Com ele, nesse instante em que a ilha defronte, o Pico, se ergue como uma ameaça distante, do outro lado do canal, seguem as aspirações de todos os desavindos e cúmplices. É sua uma parte da história.
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