page view
Francisco José Viegas

Francisco José Viegas

Escritor

A história que não se apaga no meio do mar

22 de fevereiro de 2026 às 00:30

Há uma luz estranha, negra e brilhante, a cair sobre a calçada de basalto da cidade da Horta quando Januário Garcia, solicitador e administrador de fortunas e negócios de família, leva consigo uma pasta que ditará praticamente o fim da família Dulmo, executando propriedades e dívidas. Raramente, no romance português, há uma descrição tão tensa e visual captando aquelas primeiras bátegas de água, uma chuva que atravessa o canal com a lentidão da tragédia. Januário – que é um personagem cheio de acrimónia, ressentimento, envolto na aura grave da viuvez – vai satisfeito consigo próprio, vingando o passado e o futuro das duas famílias da “ilha azul”. Com ele, nesse instante em que a ilha defronte, o Pico, se ergue como uma ameaça distante, do outro lado do canal, seguem as aspirações de todos os desavindos e cúmplices. É sua uma parte da história.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

De que se riam eles?

O sofrimento e a memória das vítimas exigem que a investigação vá até ao fim e identifique os pedófilos

Reparação

Reconhecimento público não se tem traduzido em progressão salarial.

O Correio da Manhã para quem quer MAIS

Icon sem limites

Sem
Limites

Icon Sem pop ups

Sem
POP-UPS

icon ofertas e descontos

Ofertas e
Descontos

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8