Foi preciso outra tragédia para o Governo acordar. E perceber que além de pessoas (funcionários públicos, pensionistas, desfavorecidos) e números (recorde no défice, saída de procedimento excessivo, regresso tranquilo aos mercados) há um país onde tudo isto coexiste.
E foi nesse país que morreram mais de 100 pessoas em incêndios em quatro meses, por incúria do Estado. Tempo em que, sabe-se agora, na primeira linha da cadeia de comando habitava uma ministra demissionária, contrariada, sem força ou convicção para saltar obstáculos.
Quatro meses em que o Governo distribuiu flores de lapela num país de feitos económicos nunca vistos. Foi preciso o Presidente da República impor realismo para que deveres anestesiados voltassem à Terra.
De repente, os feitos orçamentais já não são intocáveis, a folga tem outras prioridades. É um teste de monta para a geringonça. Jerónimo de Sousa perguntou a Costa se estava disposto a investir na floresta o mesmo que custou a solução do Banif.
Costa podia devolver a pergunta: está Jerónimo disposto a abdicar de parte das benesses ao eleitorado do PCP para salvar a floresta? A geringonça já provou a sua força nas reversões e distribuições. Enfrenta agora a sua falta de vocação para reformar o país.
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Afinal de que adiantam dias de descanso se tivermos fome e sem casa para morar?
Não gostava do Generalíssimo como não gostava do dr. Salazar, o que várias vezes se apresentou ser um problema para a família
Olhamos para o lado e vemos o Governo espanhol a apoiar famílias e empresas
Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
O mais urgente: remeter ao MJ as propostas da regulamentação em falta, para aprovação.
Sem intermediação religiosa